Ivens Júnior encontra-se com o agro e a indústria
Presidentes da Fiec e da Faec explicaram ao acionista e CEO de M. Dias Branco a evolução dos dois setores da economia cearense
Na sexta-feira, 19, o empresário Ivens Dias Branco Junior, acionista e CEO de M. Dias Branco, empresa líder do mercado brasileiro de massas e biscoitos, encontrou-se, casual e informalmente, com os presidentes da Federação das Indústrias (Fiec), Ricardo Cavalcante, e da Agricultura e Pecuária (Faec), Amílcar Silveira, os quais, digamos assim, lhe desenharam o panorama da economia cearense, que, nos últimos anos, tomou grande impulso e hoje apresenta notável crescimento nos seus vários setores.
Ivens não escondeu sua admiração pela grandiosidade da primeira Feira da Indústria Fiec, realizada no último mês de março, e pelo gigantismo da PecBrasil, novo nome da antiga Pecnordeste, cuja versão 2026 será realizará nesta semana, de quinta-feira, 25, a sábado, 29, no Centro de Eventos.
Na opinião de Ivens Júnior, esses dois acontecimentos “são a prova de que a indústria e o agro do Ceará têm prosperado de modo até surpreendente, e isto é resultado evidente da forte liderança dos senhores”, disse ele. O presidente da Fiec e seu colega da Faec, lisonjeados, expuseram o que se passa hoje em suas respectivas aéreas.
Amílcar Silveira começou dizendo que o crescimento do agro é clara consequência dos investimentos que, ao longo dos últimos 30 anos, empresários – como Carlos Prado, Luiz Roberto Barcelos, Luiz Girão, Everardo Vasconcelos, Edmilson Lima Júnior, Dico Carneiro, Aiton Carneiro, Jaime Aquino e Cristiano Maia – aplicaram em tecnologia e em inovação, agregando à atividade rural um valor que antes não existia. É produto, também, da constante presença das empresas agropecuárias cearenses nas grandes feiras internacionais, nas quais conhecem e obtêm as últimas novidades tecnológicas.
“A maioria das empresas do nosso agro opera com tecnologia de ponta, produzindo mais e melhor com menos água e menos terra, e quem ganha com isso são o meio ambiente e o consumidor final. Esses avanços estarão à vista de todos na PecBrasil 2026, que mostrará, também, novidades tecnológicas”, disse o presidente da Faec, transmitindo a Ivens Júnior as seguintes informações: 1) nas chapadas da Ibiapaba, do Apodi e do Araripe, desenvolvem-se importantes projetos de hortifruticultura, cotonicultura, sojicultura, e pecuária leiteira e de corte; 2) no Vale do Jaguaribe, avança a carcinicultiura; 3) vai explodir a pecuária de corte com a chegada do frigorífico do Masterboi em Iguatu; 4) a Chapada do Araripe já é a nova fronteira agrícola do Ceará; 5) a Ferrovia Transnordestina catapultará a avicultura e a pecuária cearenses, cuja história se dividirá em duas fases: antes e depois dessa estrada de ferro.
Em seguida, falou Ricardo Cavalcante, que, com semelhante entusiasmo, desenhou o hoje e o amanhã da indústria do Ceará. Ele disse a Ivens Júnior que a Feira da Indústria Fiec foi um marco, pois revelou ao cearense o que ele não conhecia: onde, como, para que e para quem nossas fábricas produzem na capital e no interior do estado. Depois, referiu-se aos grandes empreendimentos que se executam neste momento no Ceará, citando a nova ampliação do Porto do Pecém e a construção, na ZPE, do maior Data Center do país, que será movido por energias renováveis fornecidas pela Casa dos Ventos capitaneada pelo cearense Mário Araripe. E desfiou um conjunto de informações: 1) o Polo Automotivo Multimarcas de Horizonte é uma realidade e já monta e comercializada, para todo o país, modelos elétricos da GM chinesa, com a última tecnologia embarcada, e receberá, muito proximamente, um novo player chinês de origem britânica, a MG Motor; 3) nos laboratórios do Senai, a Fiec qualifica a mão de obra para as empresas de geração de energias renováveis e para as da produção do Hidrogênio Verde; 4) nas escolas fundamentais do Sesi, crianças e adolescentes aprendem robótica, informática e cultura maker (que valoriza a criação, a experimentação e a aprendizagem prática); 5) os industriais cearenses têm participado de missões técnicas internacionais que a Fiec promove em parceria com grandes universidades mundiais, e a próxima será em novembro deste ano no MIT (Massachussets Institute of Technology), nos EUA; 6) o Observatório da Indústria, do qual o Grupo M. Dias Branco é cliente, tem hoje quase 8 trilhões de informações sobre a economia do Ceará, do Nordeste, do Brasil e do mundo, as quais orientam o empresário na elaboração de qualquer projeto de investimento.
Ao fim do encontro, Ivens Júnior declarou-se “agora bem-informado” sobre a indústria e o agro do Ceará”, e agradeceu a Amílcar Silveira e a Ricardo Cavalcante por essa “tempestade de boas notícias”.
PECBRASIL TERÁ ENCONTRO DA JUVENTUDE COOPERATIVISTA
Será aberta às 8 horas da manhã da próxima quinta-feira, dia 25, no Centro de Eventos do Ceará, a PecBrasil, novo nome da antiga Pecnordeste, que é a maior feira indoor do agro brasileiro. Pois bem, da programação da PecBrasil fará parte o 2º Encontro da Juventude Cooperativista, que se realizará no Espaço SomosCoop.
Esse encontro reunirá cerca de 700 jovens cooperativistas cearenses e contará com a participação de importantes lideranças do cooperativismo brasileiro, a mais importante das quais será Roberto Rodrigues, embaixador especial da FAO para o Cooperativismo. A FAO é o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.
Também estarão presentes Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, e José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar. Eles participarão de uma mesa-redonda sobre o futuro do cooperativismo e o papel das novas gerações na sucessão e renovação das lideranças do movimento.
CEARENSE ICOFORT: A MAIOR DO BRASIL EM ÓLEO DE ALGODÃO
Sites jornalísticos ligados ao agro brasileiro divulgaram no fim de semana que a Icofort, empresa fundada e dirigida pelo cearense Décio Barreto Junior, é a maior indústria fabricante de óleo de algodão do Brasil. Esta notícia provocou muitas manifestações de regozijo de agropecuaristas e industriais.
Por meio de uma rede social integrada exclusivamente por empresários do agro, Décio Júnior escreveu o seguinte:
“Receber homenagens pelo reconhecimento de nossa empresa como a maior do Brasil no setor de extração e refino de óleo de algodão é motivo de profunda gratidão e orgulho. Essa conquista não foi fruto de um caminho fácil: enfrentamos desafios, superamos obstáculos e percorremos uma trajetória longa e exigente. Cada etapa foi marcada pelo esforço coletivo, pela dedicação incansável e pela confiança depositada em nosso propósito.
“Ao mesmo tempo, sabemos que o verdadeiro desafio começa agora: manter vivo o legado de estar sempre na vanguarda do setor, inovando, inspirando e liderando com responsabilidade. Essa vitória não é apenas nossa, mas de todos que acreditaram no trabalho e contribuíram para que chegássemos até aqui. Que possamos honrar essa história e continuar construindo um futuro de excelência e impacto positivo para o Agro do Brasil.”
Veja também