Itaueira mira abertura do capital e celebra R$ 150 milhões na Bolsa B3

Assistida pela Caixa e pelo Itau BBA, empresa cearense torna-se nacional e obtém financiamento para ampliar seus negócios e investir em tecnologia e inovação

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 04:53)
Legenda: Ontem, segunda-feira, 12/01, foi um dia histórico para a cearense Itaueira. Ela tocou o sininho da Bolsa B3 em São Paulo.
Foto: Divulgação
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Dando o primeiro passo para, em futuro breve, abrir o seu capital, a cearense Itaueira Agropecuária, uma das maiores produtoras e exportadoras de melões e melancias do mundo, com fazendas de produção no Ceará, no Piauí e na Bahia, celebrou ontem na Bolsa B3, em São Paulo, um contrato de financiamento de R$ 150 milhões com a Caixa Econômica e com o Banco Itaú BBA. A informação foi transmitida a esta coluna por uma fonte do mercado financeiro. 

A mesma fonte adiantou que o evento realizado na B3 – e durante o qual houve o tradicional toque do sininho da Bolsa – teve o objetivo de mostrar ao mercado financeiro nacional a solidez da empresa cearense e seu potencial de gerar negócios na fruticultura, na carcinicultura e em outras áreas do agro. 

A Itaueira, fundada há mais de 40 anos por Carlos Prado, é hoje dirigida pelos seus seis filhos, o quarto dos quais, Tom, é o seu CEO. 

Um comunicado da empresa, distribuído logo após a celebração na B3, diz que a Itaueira fez a sua primeira emissão pública que se destinará a investimentos em tecnologia e informação, com o que “amplia o acesso ao mercado de capitais, fortalecendo seu plano de crescimento sustentável”. 

Além de melões, que têm a marca Rei, a Itaueira tem, ainda, estufas para a produção de pimentões coloridos em São Benedito, na Serra da Ibiapaba, no Ceará, e viveiros de camarão no Rio Grande do Norte, atuando, também, na produção de mel, sucos de frutas e polpas de frutas processadas. 

A empresa da família Prado tem hoje mais de 20 mil hectares de terras próprias, destinando anualmente 3 mil hectares ao cultivo de melão e melancia, cuja produção alcançou, no ano passado de 2025, a marca de 85 mil toneladas comercializadas. O faturamento da Itaueira, em 2024, chegou ao patamar de R$ 480 milhões.  

O evento de ontem na sede da B3, no centro de São Paulo, teve a presença de Flávia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3, e de Tom Prado, CEO, e José Luís Prado, diretor administrativo e financeiro da Itaueira, além de executivos da empresa e convidados. 

“É uma alegria receber o time da Itaueira na B3 para celebrar a emissão de títulos que ajudarão a aumentar as oportunidades de financiamento da companhia. Hoje, celebramos não apenas uma operação financeira, mas um marco na trajetória de uma empresa que é sinônimo de qualidade, tradição e inovação no agronegócio brasileiro. Com diversidade de produtos e atuação em diferentes estados, a Itaueira mostra que é possível crescer com qualidade e sustentabilidade”, disse Flavia Mouta.  

Por sua vez, Tom Prado disse que o momento era simbólico para a Itaueira, acrescentando que todos “estamos muito felizes por conduzir a companhia para essa nova fase de crescimento contínuo, investindo na modernização dos nossos ativos e levando ao campo novas tecnologias, tornando a empresa ainda mais competitiva e mantendo nossa tradição de fornecer frutas confiáveis para os clientes e consumidores”. 

José Luís Prado revelou: 

"A operação movimentou R$ 150 milhões e reafirmou o papel estratégico da bolsa como fonte de financiamento para empresas que buscam crescimento sustentável. Este marco simboliza a nossa trajetória de excelência e a maturidade da nossa governança. Acessar o mercado de capitais nos permite otimizar nossa estrutura financeira e acelerar nossa missão de levar produtos saudáveis e saborosos aos lares brasileiros.”   

Amarildo Matos de Assis, da Caixa, afirmou:  

“Este evento reforça a estratégia da Caixa de apoiar empresas do segmento middle em todas as regiões do país, promovendo inclusão financeira e desenvolvimento sustentável. Coordenamos a primeira oferta pública da Itauira, por meio da emissão de Notas Comerciais no valor de R$ 100 milhões, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento regional e a democratização do acesso ao mercado de capitais”. 

Para o Itaú BBA, que coordenou a primeira emissão de CPR-F Pública da Itaueira, no valor de R$ 50 milhões, o evento representou um novo passo para a companhia.  

“A operação reflete nosso compromisso de oferecer soluções financeiras que fortalecem a competitividade do agronegócio brasileiro e viabilizam planos de crescimento de longo prazo. A história e a forte capacidade de execução da Itaueira mostram como inovação, governança e visão estratégica podem gerar valor para toda a cadeia”, como disse Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA. 

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