Itaueira está exportando melão cearense para o Canadá
Semanalmente, a empresa da família Prado embarca contêineres pelos portos de Pecém e Mucuripe para o exigente mercado canadense. E também para a Europa.
Uma boa notícia! A Itaueira Agropecuária, que tem sede em Fortaleza e fazendas de produção de melão e melancia no Ceará, Piauí e Bahia, retomou suas exportações para o Canadá. E com outra boa novidade: o melão exportado para o mercado canadense, muito exigente do ponto de vista fitossanitário, é produzido na nova unidade de produção da empresa, no distrito de Aruaru, em Morada Nova, cuja geografia está incluída na área livre da mosca da fruta.
Nessa fazenda, o melão está sendo cultivado em 1.500 hectares, que serão 3 mil hectares dentro de dois anos ou três anos, segundo estima Tom Prado, sócio e CEO da Itaueira.
Na semana passada, ele e seu irmão Caito estiveram na cidade de Anaheim, na chamada Grande Los Angeles, na Califórnia, onde está o grande parque original do Grupo Disney. Lá, os dois participaram de mais uma PMA Fresh, a maior feira e exposição da cadeia produtiva da hortifruticultura das Américas, que anual e alternadamente, se realiza em Anaheim, Miami e Atlanta.
Na PMA Fresh de Anaheim, os irmãos Prado tiveram várias reuniões com importadores canadenses, que já estão recebendo contêineres semanais com os melões da marca Rei produzidos no Ceará e exportados pelos portos do Pecém e Mucuripe. A perspectiva é de que as vendas para o mercado do Canadá seguirão crescendo, assim como crescem, também, as exportações para o mercado europeu.
No início deste mês, em Madri (Espanha), durante a Fruit Attraction, segunda maior feira mundial da cadeia produtiva de hortifrutis (a maior ainda é a de Berlim, na Alemanha, que acontece anualmente na primeira semana de fevereiro), Caito e Tom Prado, junto com sua equipe de vendas externas, reuniu-se com vários importadores da Europa, dos EUA, do Canadá e do Oriente Médio, fechando contratos com antigos importadores europeus e iniciando negócios com novos clientes do Velho Continente e, também, do mundo árabe, onde o consumo de melão cresce a todo pano.
Como sempre discretos, Caito e Tom Prado evitaram transmitir mais informações sobre a retomada das exportações para o Canadá, mas disseram que o plano de expansão da unidade cearense da Itaueira prevê o cultivo, até 2027, de mais 1.500 hectares da fazenda de São João do Aruaru, que hoje dá emprego direto e formal (com carteira assinada) a 1.500 colaboradores (para cada 1 hectare, um emprego).
Tom Prado faz questão de assinalar que não é toda a produção cearense de melão que é exportada. “Parte dela vai para as redes de supermercados de todo o país, ou seja, para o poderoso e disputado mercado interno brasileiro, incluindo, naturalmente, o do Ceará”, explica ele.
INDÚSTRIA BRASILEIRA TEM 2º SEMESTRE DE DIFICULDADES
Má notícia! A brasileira indústria fechou o terceiro trimestre deste ano, apresentando mais sinais de dificuldades. De acordo com a Sondagem Industrial, divulgada ontem, segunda-feira, 20, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção do setor industrial estagnou em setembro, enquanto os estoques se acumularam e o emprego recuou. Além disso, os empresários demonstram maior preocupação com a demanda interna insuficiente.
O índice que mede a evolução da produção industrial brasileira registrou 50,1 pontos em setembro. Por estar praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos, o indicador aponta que a produção do setor ficou estável em relação a agosto. O índice de evolução do emprego, por sua vez, foi de 48,9 pontos, o que indica queda do número de trabalhadores industriais na comparação com agosto. O resultado é atípico, já que, desde 2020, esse indicador registrava crescimento no período, com exceção de 2023.
Já o índice de evolução do nível de estoques registrou 50,8 pontos. Por estar acima da linha de 50 pontos, indica que houve acúmulo de estoques entre agosto e setembro. Além disso, o indicador de estoque efetivo em relação ao usual passou de 48,8 pontos em agosto para 50,7 pontos em setembro. O movimento revela que o nível de estoques ficou acima do que os empresários desejavam.
"Os dados mostram um quadro difícil para a indústria. É importante notar que o acúmulo de estoques indesejado ocorre mesmo com um freio da produção. É um sinal de que a demanda veio mais fraca do que os empresários esperavam", como avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
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