Fetrans mostra sua força no transporte de três estados
A entidade, sediada em Fortaleza, presta serviços de educação e saúde aos colaboradores das empresas de ônibus do Ceará, Piauí e Maranhão
Fala-se muito e constantemente sobre a Fiec, a Faec e a Fecomércio, mas fala-se muito pouco a respeito de outro organismo importante do chamado Sistema S: a Fetrans, que é a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Ceará, Piauí e Maranhão, sediada em Fortaleza e com unidades em Crato, Sobral, Teresina, Picos, São Luís e Imperatriz.
Assim como suas congêneres da indústria, do agro e do comércio, a Fetrans, diretamente vinculada à Confederação Nacional dos Transportes (CNT), reúne as empresas de ônibus dos três estados, prestando-lhes e aos seus colaboradores serviços de saúde nas áreas da odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, além de cursos de formação, treinamento e qualificação da mão de obra do setor.
Este colunista visitou ontem, 22, a sede da Fetrans, que se localiza em um edifício de quatro andares na esquina da rua Dona Leopoldina com a Avenida Heráclito Graça. Recebeu-o seu vice-presidente Mário Albuquerque, que, desde 2019, está no exercício da presidência.
Ele foi logo anunciando: a Federação adquiriu um terreno de 21 mil metros quadrados à margem da BR-020, em Caucaia, no qual instalará sua terceira unidade cearense que será um edifício totalmente horizontal, com 5 mil metros quadrados de área construída, incluindo quadras esportivas, em cuja construção serão investidos R$ 40 milhões. Mas há um problema ainda não resolvido e que perdura há 3 anos: até agora, o Dnit não emitiu o documento que permite o acesso da Fetrans ao imóvel. Coisas próprias da lamentável burocracia do serviço público brasileiro.
Ao que interessa! Quem visita a sede da Fetrans – e diariamente são dezenas as pessoas que o fazem – surpreende-se, no andar térreo, com uma réplica de uma das diversas versões da Praça do Ferreira, onde, nos anos 50 do século passado, ônibus e lotações estacionavam para o embarque e desembarque de passageiros. Ao redor da praça, uma linha do tempo que conta com datas, informações e belas fotos a história do transporte coletivo da capital cearense.
Adiante, está a escola de mecânica de autos que, com professores experientes, forma, treina e qualifica profissionais encaminhados pelas empresas e quem desejar tornar-se mecânico. O chassi novinho de um ônibus da Volkswagen (sem a carroceria) é usado para as aulas teóricas e práticas, assim como uma empilhadeira para os que pretendem ser empilhador.
Mas há outra atração muito interessante: um simulador de direção, que, programado por computador, repete todas as situações que o motorista enfrenta, no trânsito urbano ou das rodovias. A máquina opera com todos os tipos de caminhão, ônibus e caminhão truck, simulando as piores condições de tráfego, como chuva, neblina, descida e subida íngremes, animal na pista, alta velocidade, falta de freio, direção defensiva, atoleiro e atenção à sinalização, por exemplo.
Quem opera o equipamento é Heitor Júnior, um simpático instrutor com 20 anos de experiência: o curso no simulador, que ele ministra, dura dois dias, cada um com quatro horas de aula.
No piso seguinte, estão as salas de aula, todas cheias de jovens alunos, aprendendo sobre tudo o que diz respeito ao transporte de passageiros, incluindo cursos de segurança no trabalho, administração, logística, manutenção de ar-condicionado de ônibus e mecânica de motocicleta.
Depois, as salas de saúde cada uma com seu respectivo profissional, como a de odontologia, a de fisioterapia, a de nutrição e a de psicologia.
No período 2020 a 2025, o Sest/Senat Fortaleza, dirigido pela executiva Denise Xavier, fez 190.988 atendimentos, ao mesmo tempo em que 76.770 pessoas foram capacitadas em cursos diferentes cuja duração somou 1.534.620,30 horas (isto mesmo, mais de 1 milhão e 500 mil horas).
Mário Albuquerque faz questão de mostrar a força do setor do transporte – “de todos os modos de transporte” – no país:
“A CNT representa 29 federações, 5 sindicatos nacionais e 29 entidades associadas, que congregam 191 mil empresas, as quais respondem por 2,8 milhões de empregos diretos. Ela produz conhecimento qualificado pela elaboração de análises técnicas e setoriais e por estudos e pesquisas que embasam políticas públicas e decisões estratégicas do setor transportador, fazendo, ainda, a articulação direta com os três poderes da República e o acompanhamento de projetos no Congresso Nacional.”
Eis aí, em rápidas pinceladas, um pouco do que é e do que faz a Federação dos Transportes de Passageiros do CE, PI e Maranhão, que começa a ganhar mais visibilidade.
AUDITORIA INTERNACIONAL APROVA FAZENDA DA ITAUEIRA
Boa notícia! A Fazenda cearense da Itaueira Agropecuária, localizada na geografia de Morada Nova, concluiu com sucesso o processo de auditoria Smeta (Sedex Members Ethical Trade Audit), um dos protocolos internacionais de avaliação de práticas empresariais éticas mais reconhecidos e exigentes do mundo.
O resultado confirmou que a operação da Itaueira está em plena conformidade com padrões globais relacionados à responsabilidade social, saúde e segurança no trabalho, relações trabalhistas e ética nos negócios, pilares que orientam a atuação da empresa em todas as suas unidades.
Esse reconhecimento é ainda mais expressivo por ocorrer logo após a conclusão, no último mês de fevereiro, de sua primeira safra de melão, quando a fazenda ainda consolidava seus processos internos e estruturava suas equipes.
“A aprovação na auditoria demonstra que a Itaueira não trata a conformidade como uma etapa posterior à operação, mas como parte integrante da forma como conduz seus procedimentos, desde o primeiro dia”, como disse à coluna o CEO da empresa, Tom Prado.
Ele explicou que a Itaueira alcançou um alto nível de maturidade organizacional, agora comprometido com as melhores práticas internacionais da fruticultura. A Smeta é uma metodologia rigorosa de auditoria desenvolvida e gerida no ecossistema da Sedex, plataforma global dedicada à promoção de práticas éticas e responsáveis nas cadeias de abastecimento.
Diferentemente de uma certificação tradicional, a Smeta não atribui um selo definitivo, mas avalia (por meio de auditorias in loco) e reporta com profundidade o grau de aderência das empresas a critérios éticos e operacionais reconhecidos internacionalmente, abrangendo quatro pilares fundamentais: práticas trabalhistas, saúde e segurança, meio ambiente e ética nos negócios.
Seu propósito central é promover transparência, rastreabilidade e melhoria contínua nas cadeias produtivas, gerando valor para empresas, trabalhadores e parceiros comerciais ao longo de toda a cadeia de valor.
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