Sob o brilho das estrelas, Associação Comercial homenageia Ivens Júnior

Entidade empresarial mais antiga do Ceará, com 160 anos de atividade, entrega Troféu Carnaúba ao CEO do Grupo M Dias Branco

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 04:24)
Legenda: João Guimarães, presidente da ACC, Ivens Júnior, Morgana Dias Branco e Ricardo Cavalcante, no evento de ontem no Iate Clube
Foto: Egídio Serpa
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Nas águas do mar da Praia do Mucuripe, o brilho das estrelas cintilava quando, às 19h40 de ontem, o empresário Ivens Dias Branco, CEO do Grupo M. Dias Branco, recebeu o troféu Carnaúba, que lhe outorgou a mais longeva entidade do empresariado cearense – a Associação Comercial do Ceará (ACC), que está a celebrar 160 anos de intensa atividade. Ela foi fundada no tempo do Império, no Século XIX.  

Sob os aplausos de mais de 200 colegas empresários, parentes e amigos que lotaram as dependências do Iate Clube de Fortaleza para testemunhar o evento, o homenageado recebeu das mãos do presidente da ACC, João Guimarães; do presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, e de sua mulher, Morgana Dias Branco, a bela escultura de três carnaúbas, árvore símbolo do semiárido nordestino e da resiliência do cearense, que é forte, antes de tudo. 

Entre os presentes, esta coluna anotou os empresários Deusmar Queirós, fundador do Grupo Pague Menos; Alessandro e Germano Belchior; Rafael Leal, Chico Esteves, Tarquílio Pimentel, Moisés Pimentel Neto e Consuelo, Graça e Regina Dias Branco. 

Houve apenas dois pronunciamentos. O primeiro foi o do presidente da ACC, João Guimarães, cujo pai homônimo dirigiu a entidade por 23 anos consecutivos, conferindo-lhe o prestígio que ela tem hoje. Guimarães foi ao baú da história e disse: 

“Esta noite carrega um significado profundo, pois celebramos os 160 anos de uma instituição que se confunde com a própria história do desenvolvimento econômico do nosso Estado. Fundada em 1866, a ACC nasceu em um momento em que o Ceara começava a estruturar sua vocação produtiva, impulsionada pelo comércio e pela força empreendedora de seu povo. Desde então, atravessamos ciclos econômicos, transformações políticas, avanços tecnológicos e  mudanças  sociais profundas. E em todos esses momentos, a Associação Comercial  esteve presente. A ACC foi, ao longo de sua trajetória, muito mais do que uma entidade de representação. Foi espaço de encontro, de construção coletiva, de defesa de princípios e de promoção do desenvolvimento.” 

Em seguida, referiu-se à escolha, por unanimidade da diretoria da ACC, de Ivens Dias Branco Júnior para receber o Troféu Carnaúba 2026. E destacou as virtudes do homenageado: 

“Ao longo da sua caminhada, você demonstrou uma capacidade rara de conduzir negócios  com consistência, expandindo horizontes, consolidando posições e projetando o  Ceará para além de suas  fronteiras. Mas o que mais impressiona e o que mais nos inspira é o seu olhar humanista. A maneira como você valoriza as pessoas E maneira como reconhece que são elas, a maneira como reconhece que são elas, as pessoas competentes,  comprometidas  e engajadas, que sustentam qualquer  organização.” 

Veio, então, o discurso de Ivens Dias Branco, que começou pedindo permissão para fazer uma reverência: 

“Ao longo da minha vida, tive a honra e o privilégio de conviver com dois homens que não apenas marcaram a minha história, mas ajudaram a moldar o meu caráter, as minhas escolhas e a forma como procuro conduzir meus passos todos os dias: meu avô, Manuel Dias Branco, e meu pai, Ivens Dias Branco. Deles herdei valores que não se ensinam em livros: o respeito ao trabalho, a palavra honrada, o compromisso com as pessoas e a convicção de que o verdadeiro legado não está no que se constrói para si, mas no que se constrói em conjunto e para todos! É à memória e ao exemplo desses dois homens que, nesta noite, eu dedico, com humildade e gratidão, cada gesto, cada conquista e cada reconhecimento que hoje recebo.” 

Depois, afirmou, devagar, como se medisse cada palavra: 

“Receber esta homenagem, nesta noite tão significa va, em que celebramos os 160 anos da Associação Comercial do Ceará, é algo que me toca de maneira muito especial. A ACC não é apenas uma entidade de representação empresarial. Ela é, acima de tudo, um símbolo da vocação empreendedora do povo cearense. Ao longo de sua história, a Associação foi testemunha e protagonista das transformações econômicas do nosso Estado. Soube, como poucas instituições, interpretar o seu tempo, reunir lideranças, fortalecer o espírito associa vista e contribuir para a construção de um Ceará mais dinâmico, mais próspero e mais integrado ao Brasil e ao mundo.” 

E prosseguiu: 

“Recebo esta distinção não como um reconhecimento individual. Recebo-a como representante de uma construção coletiva. Uma história que é compartilhada com todos os meus irmãos, com todos os nossos gestores, e com cada colaborador do Grupo M. Dias Branco, que, com dedicação e espírito de equipe, ajudam a transformar desafios em inspiração e resultados todos os dias. E, se me permitem uma imagem, penso na carnaúba, esse símbolo tão nosso, tão resiliente. Uma árvore que resiste ao tempo, às adversidades, que se adapta, que entrega tudo o que tem de melhor, e que permanece firme, mesmo diante das condições mais severas. Sempre procurei conduzir minha vida e minha trajetória com esse mesmo espírito: de resistência, de adaptação, de entrega e de compromisso.” 

No final do seu discurso, uma surpresa. Ivens Júnior disse, dirigindo-se a João Guimarães: 

“Amigo, eu tenho a alegria de compartilhar com você, e com todos aqui presentes, um gesto que carrega um significado muito especial. E faço questão de ressaltar que este não é um movimento meu, individual. É, na verdade, a expressão de um grupo de admiradores da Associação Comercial do Ceará e da sua gestão, que se uniram em torno de um propósito. Um propósito que, sei, sempre esteve muito presente no seu coração: o de deixar para o Ceará e para o Brasil um registro à altura da grandeza desta instituição. Um legado que conte, com profundidade e sensibilidade, a história desses 160 anos da ACC, para que as novas gerações compreendam de onde viemos e se inspirem para construir o futuro. E quero ressaltar que, para tornar isso possível, contamos com o trabalho incansável e extremamente competente de pesquisa e de escrita do nosso caro amigo comum, Francílio Dourado, que conseguiu lançar ainda mais luz sobre essa trajetória tão rica e tão representativa.” 

E concluiu: 

“Portanto, João, é com muita alegria que faço, neste momento, a entrega deste livro não apenas como um presente, mas como um símbolo de reconhecimento, de memória e de continuidade. Parabéns pelos 160 anos da Associação Comercial do Ceará.”

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