Faec quer no Ceará grande cooperativa de S. Paulo

Com 400 associados e faturando, anualmente, R$ 1,5 bilhão, a Cooperativa Veilling, de Holambra, comercializa flores e frutas. Leia mais: Adutora do Sertão Central levanta dúvidas.

Legenda: A Cooperativa Vailling Holambra é a maior comercializadora de flores e plantas do Brasil
Foto: Divulgação

Com 400 unidades associadas e um faturamento anual que, no ano passado, passou de R$ 1,5 bilhão, a Cooperativa Veiling, com sede na cidade paulista de Holambra, é a maior comercializadora de flores e plantas ornamentais do Brasil. Neste momento, a Veilling está incubando uma nova cooperativa que será voltada para a comercialização de frutas. 

De olho na floricultura e na fruticultura cearenses, que crescem em alta velocidade, a Federação da Agricultura do Ceará (Faec) acelera entendimentos com a direção da Cooperativa Veiling, no sentido de atrai-la para cá com o objetivo de implementar aqui as práticas do associativismo. 

As conversas progrediram bastante na semana passada, quando o próprio presidente da Faec, Amílcar Silveira, pessoalmente, se reuniu em São Paulo com Jorge Possato, CEO da Veiling, e Eddy Eleutjes, seu presidente, com os quais tratou da questão. 

Uma das empresas associadas à Cooperativa Veilling é a La Vita, que produz e comercializa, por dia, dois milhões de embalagens de saladas prontas para o consumo, incluindo diferentes tipos de hortaliças. Os três sócios da La Vita dominam hoje toda a cadeia produtiva, e esta é uma das razões do sucesso da empresa, que atende a 45% do mercado nacional. 

Amílcar Silveira revela que sua intenção é trazer a Cooperativa Veiling para comercializar frutas e flores no Ceará, “e essa possibilidade existe hoje com mais intensidade do que ontem”, adianta ele, que, na visita a São Paulo, se fez acompanhar do consultor Carlos Matos, ex-secretário de Agricultura Irrigada do Governo cearense, que retornou positivamente impressionado com o que viu em Holambra.

Os diretores da Veiling estarão em Fortaleza de 29 de junho a 1º de julho deste ano. Eles participarão do 15º Seminário Nordestino de Pecuário – a Pecnordeste, que, mais uma vez, se realizará no Centro de Eventos.

A edição deste ano terá a presença do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, em cuja gestão foi criada a Embrapa e se deu o pontapé inicial para a modernização da agropecuária brasileira, que hoje é a maior e mais importante do mundo. 

ÁGUA PARA O SERTÃO CENTRAL: AS DÚVIDAS

Causou repercussão e imediato posicionamento de alguns setores da agropecuária cearense a informação, divulgada ontem, 15, por esta coluna, segundo a qual a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do governo do Ceará construirá uma adutora para levar água do açude Banabuiú para as cidades de Quixeramobim e Quixadá, as quais, no segundo semestre, enfrentarão problemas de oferta hídrica, uma vez que na região do Sertão Central a pluviometria deste ano foi muito abaixo da média histórica.

Uma fonte desta coluna lelbrou que o governo do Estado construiu, não faz muito tempo, uma adutora ligando o açude Pedras Brancas à cidade de Quixeramobim, que acabara de inaugurar um hospital regional. 

Para garantir água ao hospital, construiu-se uma adutora partindo do açude Pedras Brancas, que se revelou malfeita porque com vazamentos ao longo do seu percurso, o que obrigou a SRH a fechá-la e a ligar outra, com origem no açude Fogareiro, que também não funcionou, segundo a mesma fonte.
 
Resumo: a situação de oferta de água às sedes municipais e aos principais distritos de Quixadá e Quixeramobim continuará grave, porque o Banabuiú praticamente não teve recarga neste ano, represando hoje apenas 5% de sua capacidade. 

Mas a SRH garante que está adotando as melhores e mais rápidas medidas para garantir água àquelas cidades do Sertão Central.

OPERADORAS DE TELECOM: A REVOLTA DO CLIENTE

Empresas operadoras de telefonia celular estão sendo vítimas do seu próprio veneno. Acontece o seguinte: ao longo do primeiro ano de contrato com o cliente, elas, discreta e mensalmente, elevam aos poucos o valor da conta mensal, que cresce acentuada e mais fortemente no segundo ano. 

Percebendo isso, e tirando proveito da portabilidade, assinantes estão agora mudando de operadora, optando pela concorrente que oferece o melhor e mais barato plano, com a vantagem de não perder o número do seu telefone móvel.

A propósito: o telefone virou peça de museu. Só existe, hoje, praticamente, em organizações empresariais. Em praticamente 100% das residências, ele desapareceu.