Faec pergunta: aonde foi parar o dinheiro da Taxa de Contingência?

Cobrada desde 2015, durante o período de baixa oferta hídrica, a taxa gerou receita de R$ 645 milhões. E mais: 1) Colmeia faz parceria com GBM; 2) CDL Fortaleza e o futuro do varejo

Legenda: A Taxa de Contingenciamento era cobrada desde 3015 das usinas termelétricas que operam no Ceará,
Foto: Diário do Nordeste

Há três dias, a governadora Izolda Cela baixou ato, cancelando a cobrança da Taxa de Contingenciamento, que vinha sendo cobrada desde 2015 de alguns setores da economia do Ceará, principalmente das usinas termelétricas, pelo consumo da água bruta fornecida pela Cagece e pela Cogerh. 

Essa taxa, que vigorou durante boa parte do período de baixa pluviometria que castigou o Estado, arrecadou para os cofres do governo R$ 645 milhões, segundo estima a Federação da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (faec), cujo presidente, Amílcar Silveira, fez ontem, por meio de uma rede social — integrada por empresários da agropecuária cearense – as seguintes perguntas: “Para onde foram esses R$ 645 milhões? Em que eles foram aplicados”

Amílcar Silveira disse, na mesma rede social, que a sociedade cearense tem grande interesse de saber onde e como esses recursos foram investidos. Ele encaminhou ofício ao Ministério Público do Estado, pedindo que a aplicação do dinheiro da Taxa de Contingenciamento seja investigada. 

Na mesma rede social, e em adendo ao comentário do presidente da Faec, um empresário da fruticultura levantou uma questão relevante e pertinente: 

“Nós, da agropecuária, deixamos escapar uma grande chance de encaminhar ao governo do Estado a proposta de criação de um Fundo de Pesquisa e Inovação para a agricultura e a pecuária do Ceará com os recursos dessa Taxa de Contingência. Passada essa oportunidade, as termelétricas terão, agora, sua tarifa de água normalizada, o consumidor da Região Metropolitana de Fortaleza voltará a consumir mais água e nós, produtores, ficaremos iludidos com o 1,5 bilhão de m³ de água que tem no Castanhão, achando que teremos água suficiente para a irrigação no Baixo Jaguaribe”.

A mesma voz (a opinião dele foi transmitida por áudio) acrescentou:

“A agropecuária não pagava a Taxa de Contingência. As térmicas pagavam a taxa, que era alta, para ter a água necessária ao seu funcionamento. O consumidor de Fortaleza pagava, também, um percentual da Taxa de Contingência como medida para forçá-lo a reduzir seu consumo para que sobrasse para a agropecuária. O período, convém lembrar, era de pouca oferta hídrica. E tudo foi feito de modo transparente, pois representantes do agro também participavam do Comitê de Bacias, onde o assunto foi debatido”.

Um grande pecuarista entrou na discussão e postou sua opinião, que valoriza e incentiva a ação das lideranças empresariais dos setores da indústria e do agro. Disse ele:

“O governo acha que pode tudo, e não é só aqui não, mas no Brasil todo mundo. Os políticos não defendem mais o interesse público, mas o seu próprio interesse, e trocam seu voto nos parlamentos por benesses do governo, com as raras exceções que conhecemos. Assim, são as lideranças empresariais da indústria e da agropecuária que têm de sair em defesa dos interesses dos que produzem”.

O presidente da Faec entrou de novo no debate disse que, em nome da entidade, encaminhou ofício ao Ministério Público do Estado (MPE), questionando- sobre a destinação dos R$ 645 milhões que o Tesouro estadual recolheu oriundos da Taxa de Contingência recém-extinta. 

Amílcar Silveira afirmou no ofício ao MPE que um dos objetivos da medida que criou a Taxa de Contingência  era reduzir os desperdícios de água na rede da Cagece, “o que não aconteceu; então, em que foi aplicado o dinheiro da Taxa de Contingência?” 

COLMEIA FAZ PARCERIA COM GBM

Em parceria com a GBM (Grupo Bezerra de Menezes), a Construtora Colmeia lançará em junho deste ano um condomínio residencial no bairro Cocó, fem Fortaleza.

Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 52 milhões, o edifício terá 88 apartamentos com área privativa variando de 54,92 m² a 62,24 m², espaço fitness, área de lazer, quadra, salão de festas, praça e jardins.

PARA ONDE VAI O VAREJO

Vem aí, no próximo dia 26, mais uma edição do Cenários do Varejo, que neste ano retorna ao calendário oficial da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza e da Faculdade CDL neste momento de alívio da pandemia da Covid-19.

O evento acontecerá a partir das 12 horas no Teatro RioMar. 

Um dos convidados do evento é Eduardo Yamashita, COO da Gouvêa Ecosystem, empresa que contribui para a expansão e a transformação do mercado brasileiro de consumo e varejo com uma plataforma estratégica de unidades de negócios, produtos e serviços.

Ele trocará ideias e experiências sobre as tendências e os aprendizados da NRF2022, maior feira mundial sobre varejo, que acontece anualmente no mês de janeiro, Nova Yorque. 

Lívio Parente César, dono da Casa Parente e membro da Diretoria da CDL de Fortaleza, também participará da palestra.

EXPORTANDO MASSAS E BISCOITOS

Novidade no mercado nacional de massas e biscoitos! 

O diretor da Apex-Brasil, cearense Lucas Fiuza, assinou acordo que renova o convênio com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). O acordo, por meio do projeto setorial Brazilian Biscuits, Pasta and Industrialized Breads & Cakes,tem o objetivo de desenvolver o ambiente exportador de pães, massas e bolos industrializados.

“Temos uma parceria de mais de 20 anos e juntos vamos impulsionar as exportações a partir da percepção de mercados internacionais estratégicos sobre os produtos”, destacou o Fiúca, que destacou as grandes empresas cearenses associadas à Abimapi, citando M.Dias Branco e a J. Macêdo. 

O novo convênio, com vigência de abril de 2022 a abril 2024, prevê investimento total de R$ 6,8 milhões, uma alta de 36% em comparação com o contrato anterior, celebrado em 2019. 

Esse montante será investido em iniciativas voltadas à facilitação de negócios com ações de promoção, capacitação e competitividade para exportação em 10 países – África do Sul, Arábia Saudita, Chile, China, Colômbia, Emirados Árabes, Estados Unidos, Panamá, Peru e Singapura.

A meta é superar R$ 1,6 bilhão (US$ 320 milhões) em exportações e alcançar 86 empresas participantes do projeto.