Contas Públicas: o prometido equilíbrio já foi para o espaço
Aumentar as despesas do governo, fazendo expandir o déficit, pode dar bom resultado eleitoral, mas arruinará o que já está muito arruinado. E o Congresso não ajuda.
Risco país é um instrumento usado pelos mercados para avaliar ou medir a capacidade que têm os países emergentes, como o Brasil, de honrar sua dívida (o principal) ou seu serviço (os juros contratados).
Ele varia positiva ou negativamente dependendo de algumas variáveis, a primeira das quais é o equilíbrio fiscal e o segundo, sua situação política interna.
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Para os operadores do mercado, aqui e no estrangeiro, o Brasil vai mal nas duas variáveis, o que repercute na Bolsa de Valores, que opera por volta dos 107 mil pontos, e no câmbio (o dólar disparou e mantém-se em alta, onerando as importações, inclusive as do petróleo leve processadas pelas refinarias brasileiras, quase todas da Petrobras, cuja tecnologia, ultrapassada, não consegue refinar o óleo extraído do pré-sal, que é exportado).
Para superar o problema fiscal, seria necessário, urgente, que o Congresso Nacional aprovasse as reformas tributária (a do Imposto de Renda, incluída) e administrativa, esta inadiável e imprescindível para o ajuste fiscal de que o Brasil precisa.
Se a classe política brasileira fosse comprometida de verdade com o interesse nacional, isso já estaria feito. Mas os políticos – com as raras e conhecidas exceções – estão de costas para o interesse da Nação e de frente para os seus próprios e pessoais interesses.
Eles não só integram como estão subordinados, há muito tempo, às corporações que se apropriaram todo o setor público brasileiro.
Prestem atenção ao que se passa neste momento no Congresso: aumentam-se os gastos do governo, que privilegiam as já privilegiadas corporações do serviço público, cuja folha de vencimentos, incluindo os aposentados e pensionistas, consome 85% da receita orçamentária.
E o que parecia improvável, poderá acontecer: o próprio Executivo, pela boca do presidente Bolsonaro, anunciaa disposição de conceder aumento de vencimentos para todo o conjunto dos servidores públicos, incluídos os aposentados e pensionistas. "Para cobrir as perdas com a inflação", justifica o presidente, que será candidato à reeleição no próximo ano.
É, pois, uma promessa puramente eleitoreira, que causará mais impacto nas contas públicas, cujo equilíbrio foi prometido no início da gestão pelo ministro Paulo Gedes.
Assim, mantido esse “status quo”, é e será impossível consertar as contas públicas brasileiras, seja sob um governo direita, como o atual, como um de esquerda, que, segundo as pesquisas, poderá reconquistar o poder em 2022.
Os partidos de esquerda têm nas corporações do serviço público sua base de sustentação, e essas corporações, por sua vez, articulam-se também com partidos sem ideologia, os fisiológicos, que trocam votos no Parlamento por verbas e cargos.
Resumindo: o país está muito distante de uma solução, mas muito perto de uma grande confusão.
UNICHRISTUS LANÇA PROJETO RESPOSTA
Hoje, quarta-feira, 17, o Centro Universitário Christus (Unichristus) e o Projeto Resposta lançam, às 14 horas, o Edital do Prêmio Reposta, um projeto destinado a estudantes universitários alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que estejam dispostos a apresentar suas ideias e a concorrer à premiação.
O objetivo do Edital é incentivar projetos de empreendedorismo inovador que possuam impacto social, bem como desafiar os jovens e a academia a construírem novas respostas para a superação dos objetivos do milênio, como explica o empresário Carlos Matos, fundador do Projeto Resposta.
Segundo o coordenador do Prêmio Resposta, engenheiro Joaquim Caracas, conhecido por suas inovações na área da engenharia civil, os alunos cujos projetos forem pré-selecionados serão acompanhados durante a vigência do Edital por meio de mentoria especializada. “Acreditamos no potencial dos jovens para a resolução dos desafios. Na ocasião do lançamento do Edital, vamos apresentar ainda o Projeto Retina Fácil”, aposta Caracas.
O Edital Prêmio Resposta prevê três etapas desde a validação da inscrição até a entrega da premiação. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro de 2022.
As ideias pré-selecionadas serão avaliadas pela Comissão Julgadora, composta por profissionais da empresa Impacto Protensão, conhecida pelas suas inovadoras ideias na área da engenharia da construção civil, por professores do Centro Universitário Christus – Unichristus, e por convidados externos de reconhecida experiência em inovação, engenharia e/ou mercado nas áreas de abrangência da premiação.
As equipes poderão ser formadas por até cinco itegrantes. O projeto vencedor ganhará uma premiação em dinheiro no valor de R$ 10mil .000,00 e passará por um estudo de sua viabilidade de utilização comercial.
O segundo colocado receberá de R$ 5 mil, e o terceiro lugar, R$ 3 mil.
Os candidatos devem apresentar projetos para as seguintes áreas temáticas: Erradicação da Pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável; Saúde e Bem-Estar; Educação de Qualidade; Igualdade de Gênero; Água Potável e Saneamento; Energia Limpa e Acessível; Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades Sustentáveis; Consumo e Produção Responsáveis; Ação Contra a Mudança Global do Clima; Vida na Água; Vida Terrestre; Paz, Justiça e Instituições Eficazes; e Parcerias e Meios de Implementação.
O Projeto Resposta quer encontrar soluções novas para a construção de uma economia mais inclusiva; a fomentação e a participação ativa da sociedade; a criação e o fortalecimento de núcleos de ação, além da formação de uma grande amizade social. “Precisamos encontrar meios de superação dos desafios, combinando vontade e protagonismo social”, ressalta Carlos Matos, fundador e um dos coordenadores do Projeto Resposta.