CNA aposta no agro tecnológico e fará evento com 1 mil startups
Amílcar Silveira, presidente da Faec e do Instituto CNA, espera reunir no Agri Summit Brazil 50 fundos de investimento
Localiza-se em Mato Grosso, no Tocantins, em Goiás e no Oeste da Bahia o chamado agro empresarial tecnologicamente desenvolvido, fruto de largos investimentos privados que tornaram o Brasil país líder da melhor agricultura mundial. Mas essa tecnologia, que também está em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul e começa a expandir-se pelo Maranhão e o Piauí, precisa de chegar, também, aos demais estados, principalmente aos nordestinos – o Ceará no meio. Para isso, será necessária a mobilização de todos os que, direta ou indiretamente, têm a ver com essa atividade que é, com certeza, a locomotiva da economia nacional brasileira.
É nessa mobilização que está ocupado, há dois meses, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, também presidente do Instituto CNA (Confederação Nacional da Agricultura), que promoverá de 2 a 4 de março do próximo ano, no Royal Palm Hall de Campinas (SP), o Agri Summit Brazil, um evento 100% voltado para a inovação tecnológica.
A ideia de Silveira e de seus colegas diretores da CNA é reunir no evento 1 mil startups que possam oferecer à agropecuária brasileira as melhores propostas de solução para os problemas que o setor ainda enfrenta, inclusive no seu ramo da pecuária.
O Sebrae nacional já se juntou ao projeto, levando em conta sua importância econômica e política e sua dimensão internacional – startups de outros países já confirmaram presença ao evento. Quem sabe se uma pequena empresa de tecnologia nordestina não tem a solução para, por exemplo, aumentar a produção e melhorar a produtividade do cultivo protegido de tomate no interior do Ceará?
“Estamos emprestando a esse evento todo o esforço coletivo da CNA e do Sebrae, e um exemplo disto é o seguinte: nossa expectativa é a de reunir no Agri Summit Brazil 50 fundos de investimento para o financiamento dos projetos a serem apresentados pelas startups. É nossa intenção, ainda, arrebanhar para o evento os grandes, médios e pequenos empresários da agropecuária do Nordeste e das demais regiões brasileiras. Será um evento exclusivamente dedicado à inovação tecnológica, pois é na tecnologia, envolvendo a Inteligência Artificial, que estão as soluções de que o nosso agro precisa”, disse Amílcar Silveira com o entusiasmo que o caracteriza.
OCARA ALCANÇA ALTA PRODUTIVIDADE NO MILHO
Hoje, sábado, 25, produtores rurais de Ocara, 103 quilômetros ao Sul de Fortaleza, iniciam a colheita de sua safra de milho.
A novidade desta informação está no seguinte detalhe: o milho a ser colhido a partir de hoje foi cultivado em regime de sequeiro (dependente da água da chuva), nasceu de sementes selecionadas e cresceu sob as vistas de técnicos que empregaram a melhor tecnologia também no cuidado com o solo.
O resultado foi uma produtividade de 8 a 9 toneladas por hectare, que é muito boa para o cultivo em sequeiro. Em cultivo irrigado, como o que se registra em áreas da Chapada do Apodi, no Leste cearense, essa produtividade é maior, que o diga o agropecuarista Luiz Girão, fundador da Betânia.
Mas há outra boa novidade saindo do milharal de Ocara: certos de que estão diante de um bom negócio, seus produtores pretendem reunir-se em uma cooperativa agrícola, para o que se mobilizam em busca do apoio do governo do estado e do Siistema Cooperativista. O secretário Executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Sílvio Carlos Ribeiro, especialmente convidado, testemunhará o início da colheita da safra, que será feita no modo mecânico, utilizando modernas colheitadeiras.
Outra pretensão dos produtores de Ocara volta-se para os empresários da avicultura cearense, que estão trazendo de Mato Grosso, da Bahia e do Maranhão o milho que entra na composição da ração de suas aves. Eles querem que os avicultores locais garantam a compra do milho que produzem. Mas este é o tipo de decisão que se subordina a vários custos, inclusive os da logística de transporte (o frete), além da garantia da entrega das encomendas contratadas, o que depende de produção em escala.
A milhocultura de Ocara ocupa, por enquanto, áreas que variam de 20 a 600 hectares, as quais serão ampliadas se forem confirmadas as boas expectativas de hoje.
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