BNB faz leilão de recompra de cotas do Finor

A reincorporação das cotas ao Finor possibilitou, após despesas, um depósito de R$ 816 milhões no Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE)

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 03:35)
Legenda: Os recursos do Finor e do FDNE financiam a indústria, o comércio e a agropecuária da região nordestina
Foto: Tibico Brasil
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Informa o Banco do Nordeste (BNB) que realizou, em março, o segundo leilão para recompra das cotas escriturais do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), providência que totalizou um desembolso de R$ 996 milhões. O evento foi realizado na bolsa B3 S/A e resultou na recompra de mais de 939 bilhões de cotas pelo preço de R$ 1,06 por lote de mil unidades.

Esses recursos foram pagos pelo Finor às empresas detentoras das cotas e que tinham interesse em revendê-las. Segundo o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antônio Jorge Pontes Guimaraes Junior, a reincorporação das cotas ao Finor possibilitou, após despesas, um depósito de R$ 816 milhões no Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) que serão usados para financiar obras e empreendimentos na Região, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Nordeste.

Esse valor repassado ao FDNE é originário da diferença entre o valor patrimonial das cotas em circulação e o valor pago aos cotistas.

De acordo com o executivo do BNB, a operação foi considerada um sucesso, pois permitiu a recompra de 85,4% do volume total de cotas ofertadas, garantindo que fosse atendida grande parte dos investidores interessados na liquidação de suas posições.

"Essa operação não apenas reforça a eficiência e competência do Banco do Nordeste na gestão de incentivos fiscais, mas também demonstra nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. Os recursos destinados ao FDNE serão fundamentais para financiar projetos de infraestrutura, energia renovável, inovação tecnológica e desenvolvimento urbano, promovendo a inovação, modernização e geração de emprego e renda", como disse o diretor Pontes Guimarães.

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