BNB deu crédito de R$ 10,7 bi aos produtores do Pronaf em 2025

Na comparação com 2024, houve aumento de 12,4% no volume contratado e de 8,8% no número de agricultores beneficiados

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 14:25)
Legenda: Foto da sede do Banco do Nordeste no bairro do Passaré, em Fortaleza. O BNB ampliou o crédito para o Pronaf em 2025
Foto: Camila Lima / SVM
Esta página é patrocinada por:

Uma boa notícia! O Banco do Nordeste (BNB) desembolsou, entre janeiro e dezembro de 2025, R$ 10,7 bilhões em crédito para mais de 766 mil produtores rurais pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em toda área de atuação do Banco, que abrange estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.  

Na comparação com 2024, houve aumento de 12,4% no volume contratado e de 8,8% no número de agricultores beneficiados.  

O presidente do BNB, Wanger de Alencar, afirma que os financiamentos rurais exercem uma função social importante para o país. Ele disse: 

“A agricultura familiar responde por cerca de 70% da produção de alimentos no Brasil, e o Banco do Nordeste vem desempenhando o papel de principal agente financeiro dessa atividade na sua área de atuação. O valor médio de R$ 14 mil nas nossas operações faz toda a diferença para aumentar a produtividade, incrementar valor ao produto e permitir que esses alimentos cheguem à mesa de outras famílias na região.”  

Do total de crédito contratado em 2025, mais de R$ 9,5 bilhões foram somente pelo Agroamigo, o programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste. Os recursos foram distribuídos em cerca de 750 mil operações. Altas de 10,6% e 8,8%, respectivamente, em relação ao ano anterior.  

Segundo o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado, o desempenho de 2025 foi o melhor da história e consolida a importância do Banco para a agricultura familiar no País. "Em sete anos, o Banco do Nordeste passou de um patamar de contratação anual de R$ 3 bilhões para mais de R$ 10,5 bilhões. Um crescimento de 250%. Estamos aumentando não só o volume financiado quanto o suporte que damos ao produtor. Atualmente, o BNB está atuando até na melhoria sanitária das famílias, além de equipamentos, conectividade, melhoramento genético e outras tecnologias", afirma.  

CEARÁ COM ALTA DE 20% 

Os produtores rurais no Ceará receberam 20,5% mais crédito pelo Pronaf em 2025 do que no ano anterior. O volume total foi de quase R$ 1,3 bilhão, distribuídos em mais de 102 mil operações - que também cresceram 20% em relação a 2024. A maior parte das contratações ocorreram no âmbito do Agroamigo (100 mil contratos e R$ 1,24 bilhão liberados).  

Segundo a superintendente do BNB no Ceará, Eliane Brasil, as contratações no estado são as maiores dos 20 anos do programa. "Atendemos toda a família, incluindo linhas específicas para mulheres e jovens, temos parceiros importantes que nos ajudam a chegar até as famílias para identificar como a produção deles pode melhorar, como podem agregar valor ao produto e dar o suporte para uma produção mais sustentável. Isso tem atraído cada vez mais o produtor rural cearense", afirma.  

PRONAF 30 ANOS 

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), criado em 1995, é a principal ferramenta de desenvolvimento social e econômico dos produtores rurais no Brasil. Com 30 anos celebrados em 2025, o programa mobiliza movimentos sociais, academia, servidores públicos e governo e já investiu R$ 778 bilhões em mais de 42 milhões de contratos. O Banco do Nordeste é um dos principais operadores do Pronaf na região.  

AGROAMIGO 

O Agroamigo é o programa de microfinança rural do Banco do Nordeste lançado em 2005 para apoiar a produção de agricultores e agricultoras familiares, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com crédito e orientação para o negócio. Os recursos do Agroamigo financiam atividades agrícolas, pecuárias ou outras atividades não agropecuárias no meio rural, como turismo rural, agroindústria, pesca, serviços no meio rural e artesanato. 

Veja também