Agricultor tem medo de novo inverno ruim

Preocupados com a decepcionante previsão da Funceme para esta temporada de chuvas no Ceará - apenas 10% de chance de ser acima da média histórica, 40% de ser na média e 50% de ser abaixo da média - empresários da agropecuária usam as redes sociais para manifestar sua ansiedade diante do que poderá vir a acontecer se, por exemplo, a última alternativa da ciência do clima registrar-se. No ano passado, um ano de boas chuvas em algumas regiões do Estado, a pluviometria foi insuficiente para dar recarga aos açudes Orós e Castanhão, que ajudam a abastecer a Região Metropolitana de Fortaleza, sua população de 3,5 milhões de consumidores e suas indústrias de bebidas e alimentos, consumidoras intensivas de água. Os dois grandes reservatórios, ao fim da estação chuvosa de 2020, acumulavam não mais do que 15% de sua capacidade, porcentual que, se a previsão de 2021 se confirmar, será ainda menor em maio. Diante de um cenário assim tão azulado, que agricultor ou pecuarista investirá na expansão de seu roçado? O ideal, literalmente, seria, pelos próximos quatro meses, um céu de “cumulonimbus”, nuvens carregadas de chuva, relâmpago e trovão, algo que sempre fez a festa da gente sertaneja.

“Gostaria de dar uma notícia mais auspiciosa, mas é a que tenho hoje”, disse na última quarta-feira, 20, a um grupo de empresários, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins. A frase, disparada através de uma rede social, foi lida pelos destinatários com o mesmo tom de lamento de quem a escreveu e postou. Assim, esta coluna retoma o tema de ontem: as águas do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, que há dois meses deixaram de ser bombeadas para o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), de onde ganhariam a direção do Rio Salgado até chegar ao açude Castanhão, precisam retomar o seu curso. Neste momento, 100% das águas do Canal Norte, que deveriam beneficiar cearenses, paraibanos e potiguares, estão indo para a Paraíba, nosso vizinho a Sudeste, onde encherão açudes construídos pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e de onde sairão para alcançar rios e barragens do Rio Grande do Norte, o vizinho a Leste. O Governo do Ceará tem de correr atrás do MDR, que o pressiona no sentido de que assine um contrato que reparta os custos de operação do Canal Norte, bancados pelo Ministério. Até agora, não houve acordo. Resumindo: este 2021 será difícil, pois a natureza poderá negar outra vez a água de que o Estado precisa. 

Toma corpo o Polo Químico de Guaiuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Em fevereiro, ele inaugurará a primeira de suas 28 indústrias - a Intraplast, em cuja primeira etapa já foram investidos R$ 8 milhões. A segunda planta a operar no Polo será a da Fortfix. O faturamento anual do setor é de R$ 1,5 bilhão.

Entre países o que há, unicamente, são interesses comerciais. Só! Por isto, o governo do Brasil, que antes virava as costas à chinesa Huawei a pedido de Donald Trump, agora já admite que ela participará do leilão 5G, em junho. É boa notícia, uma vez que a Huawei é mesmo a dona da melhor tecnologia 5G. Isso é pragmatismo.

Indústria

Toma corpo o Polo Químico de Guaiuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Em fevereiro, ele inaugurará a primeira de suas 28 indústrias - a Intraplast, em cuja primeira etapa já foram investidos R$ 8 milhões. A segunda planta a operar no Polo será a da Fortfix. O faturamento anual do setor é de R$ 1,5 bilhão.

Diplomacia

Entre países o que há, unicamente, são interesses comerciais. Só! Por isto, o governo do Brasil, que antes virava as costas à chinesa Huawei a pedido de Donald Trump, agora já admite que ela participará do leilão 5G, em junho. É boa notícia, uma vez que a Huawei é mesmo a dona da melhor tecnologia 5G. Isso é pragmatismo.