19 de março: São José, a chuva e a manifestação da fé
A ciência, obra da criatura, diz que 2026 será um ano de precipitações na média ou abaixo dela.
Hoje, quinta-feira, 19 de março, dia de devoção ao padroeiro do Ceará, São José – um homem justo, ou seja, ajustado aos planos de Deus, carpinteiro de profissão, esposo fidelíssimo de Maria, a mãe de Jesus – é aquela data tradicional do calendário gregoriano em que se fazem aos céus orações de súplica por uma boa temporada de chuvas.
Desde ontem, coincidentemente, a pluviometria melhorou em várias regiões do estado, incluindo o Cariri e a Região Metropolitana de Fortaleza, renovando as esperanças de que a ameaça de uma estiagem prolongada está sendo levada para bem longe.
A ciência, porém, obra da criatura, tem sinais que afrontam a fé do cristão sertanejo e citadino. A chuva está vindo, todavia em menor intensidade e espacialmente mal distribuída, de maneira que há alegria em áreas distintas do Ceará e crescente preocupação em outras. Ontem e hoje, os municípios caririenses, no Sul do estado, festejam as águas que caem do Céu.
Os institutos que aqui e no mundo todo monitoram o clima – a Funceme no meio – estão a insistir, com base em imagens de vários satélites, na informação de que este 2026 será um ano de chuvas abaixo da média, e por enquanto é isto o que se registra em toda a região Nordeste. As precipitações não foram, até agora, suficientes para a recarga dos grandes açudes.
Já houve de tudo de janeiro até agora, e haverá mais a partir de agora. Muitos agricultores perderam para a lagarta o milho, o feijão e o sorgo que plantaram, mas, insistentes e persistentes, como todo cearense, empunharam a enxada e foram novamente à luta, replantando tudo, na expectativa de que agora vai, com a graça divina.
Este é um dia para refletir sobre a fé, que, suplantando a razão, faz o fiel acreditar naquilo que não vê. De acordo com o que diz o apóstolo Paulo no capítulo 10, versículo 17 de sua Carta aos Romanos, “a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo”, ou seja, a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. No Capítulo 11, versículo 1 da Carta aos Hebreus, São Paulo escreve: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.”
Mas a Bíblica adverte no Livro do Eclesiástico, Capítulo 2, versículo 3: “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que, no derradeiro momento, tua vida se enriqueça". Ou seja, tenhamos plena ciência de que tudo deve acontecer não conforme a nossa vontade, mas segundo a vontade de Deus; não no nosso tempo, mas no tempo d’Ele.
São mensagens do Livro Sagrado que servem neste dia 19 de março para os que, olhando para o Céu em busca de nuvens de chuva, pedem um milagre. Esta coluna e seu editor acreditam em milagres.
Em tempo: hoje, em Iguatu, a Federação da Agricultura e Pecuária (Faec) promove, em parceria com o Sebrae, mais uma edição do Conexão Agro. A cidade está sendo invadida nesta data por dois mil produtores rurais de toda a região Centro Sul do Ceará.
A Faec, o Sebrae e o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) prepararam uma programação da qual constam palestras técnicas sobre variados temas da atividade agropecuária e reuniões para o debate de temas que interessam toda a comunidade rural.
UMA ESPERANÇA PARA O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Na terça-feira passada, 17, a Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto que atualiza os limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI), destravando uma pauta considerada essencial para milhões de empreendedores no país.
A medida busca corrigir a defasagem histórica dos valores, que há anos não acompanham a inflação. Com a aprovação da urgência, o texto poderá ser votado diretamente no plenário nos próximos dias, sem precisar passar pelas comissões temáticas. A expectativa é de que a análise acontecerá na próxima semana.
Pela proposta, o teto de faturamento anual do MEI subirá para R$ 144,9 mil. Já as microempresas poderão faturar até R$ 869,4 mil por ano, enquanto o limite anual para empresas de pequeno porte passará para R$ 8,69 milhões. O projeto também prevê a correção automática desses valores com base no IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil e acompanha a variação de preços de produtos e serviços no dia a dia da população, evitando novas defasagens.
“Não faz sentido que tudo no Brasil seja corrigido pela inflação, menos os limites de quem empreende. Essa atualização é uma questão de justiça para milhões de brasileiros que trabalham duro todos os dias,” disse o autor do requerimento, deputado Maurício Neves.
A atualização dos limites é vista como estratégica para fortalecer o ambiente de negócios, ampliar a formalização e dar mais fôlego a quem gera emprego e renda no país.
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