Cloud Dancer: como usar a cor do ano com relevo, textura e ondulações nos ambientes

Eleita pela empresa Pantone como cor de 2026, Cloud Dancer convida a desacelerar.

Escrito por
Ana Karenyna verso@svm.com.br
Legenda: O branco com relevo e ondulaçoes aliado a cores como o azul é um convite ao bem-estar. Lindo!
Foto: Projeto Duna Arquitetura / Foto Igor Ribeiro / Divulgação

Para começar, branco é a minha cor preferida. Seja para montar looks ou escolher a roupa de cama da casa, ela é sempre a minha aposta mais certeira. E, por isso, na contramão das opiniões sobre a cor do ano eleita pela Pantone, eu amei e vou seguir usando na decoração e na vida a “Cloud Dancer”, nome dado a cor do ano de 2026, que é um branco suave e arejado.

Estamos todos em busca do modo desacelerar este ano, talvez até como um modo de sobrevivência mesmo. Com olhos exaustos da tela e resgatando até a agenda de papel para fugir de tantas notificações. É terapêutico escrever e perceber que a nossa letra ainda existe, né? Que carrega o nosso ritmo, imperfeição e identidade.

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E o Cloud Dancer (PANTONE 11-4201) é como uma página em branco. Ele traz uma paz rara em tempos frenéticos, um espaço onde o pensamento pode respirar. Não é à toa que pela primeira vez, desde 1999, um tom de branco é eleito pela Pantone para esse papel simbólico e o gesto não poderia ser mais poético.

E veja bem, como é uma cor democrática, pois cai bem harmonizada com todas as outras. O Cloud Dancer surge num momento cultural em que a simplicidade e a clareza disputam espaço com o barulho das demandas e das expectativas. Muitos enxergaram este branco como algo frio e clínico, mas, na verdade, ele é um sopro de calma e foco para usarmos nas diferentes áreas da nossa vida.

Branco com texturas

E, na decoração, podemos nos jogar na cor do ano sem sermos óbvios, pois o borogodó vai estar nas texturas. O branco deixa de ser básico quando ganha relevo, profundidade e imperfeição bonita, como na parede de reboco grego: branquinha, orgânica, cheia de ondulações que conversam com a luz ao longo do dia.

Uma cozinha integrada exibe uma bancada em mármore jaspeado que separa o ambiente da sala, destacando ao fundo uma parede com textura de reboco grego iluminada. O espaço é complementado por uma cristaleira elegante com portas de vidro e iluminação interna, além de detalhes em madeira e um rasgo de luz azul no teto que percorre o corredor.
Legenda: Reboco greco na cozinha tem textura e deixa tudo mais interessante.
Foto: Projeto Duna Arquitetura / Foto Igor Ribeiro / Divulgação.

Uma parede branca com técnica de reboco grego ondulado serve como painel para uma TV, integrada a um rack azul e painéis de madeira clara que ocultam uma porta. O ambiente da sala de estar apresenta sofás em tons de cinza texturizado e detalhes em azul no teto e cortinas, criando uma atmosfera moderna e acolhedora.
Legenda: O branco com textura na sala fazendo a vez do painel de tv com a técnica reboco grego.
Foto: Projeto Duna Arquitetura / Foto Igor Ribeiro / Divulgação.

Essa parede de reboco grego pode funcionar lindamente na sala, criando um pano de fundo acolhedor, no quarto, trazendo calma sem monotonia, no lavabo, com aquele ar artesanal chiquetoso, sabe? Na cozinha e até em corredores e halls, transformando áreas de passagem em respiro visual. Sou fã dessa técnica!

Outra boa dica é caprichar nas camadas com tecidos naturais como linho e algodão, cerâmicas foscas, madeira clara e pedras. Com esses detalhes, o ambiente vai ficar mais quente, envolvente e interessante. E, a partir de agora, vamos mudar essa percepção de que o banco esfria o ambiente, muito pelo contrário, usado do jeito certo, ele desacelera e valoriza a iluminação.  

Uma cozinha funcional e iluminada apresenta armários superiores com palhinha indiana e armários inferiores em madeira, integrando eletrodomésticos modernos sob uma bancada de granito. A parede ao fundo exibe a textura de reboco grego realçada por iluminação embutida, criando um ambiente amplo e sereno que une praticidade e sofisticação.
Legenda: Veja como o branco valoriza iluminação e usado da forma certa, deixa o ambiente amplo e sereno.
Foto: Projeto Duna Arquitetura / Foto Igor Ribeiro / Divulgação.

Amplia e reflete

O branco literalmente também abre espaço, tanto para a luz entrar refletindo com mais intensidade, como também torna o ambiente mais amplo. Nas paredes, o Cloud Dancer vai ampliar a percepção do espaço, nos tecidos, em lençóis, tapetes ou cortinas, ele traz uma sensação de aconchego que não compete com a decoração, e isso facilita fazer até escolhas mais assertivas e harmônicas com as demais cores e materiais. 

A escolha da Pantone

Sabemos que a Pantone reúne anualmente uma equipe global de especialistas em cores para eleger a cor ano e essa decisão nunca será aleatória. O comportamento da população é uma das questões analisadas, além das tendências sociais, avanços tecnológicos, expressões culturais e movimentos artísticos para eleger uma cor que imprima o espírito da época. Acredito mesmo que seja uma leitura muito especial do momento que vivemos.

Uma rede de descanso branca com detalhes em macramê e uma almofada marrom ocupa o primeiro plano, transmitindo uma sensação de calmaria e serenidade. Ao fundo, uma parede com textura de reboco grego destaca uma escultura minimalista e um quadro decorativo, reforçando a estética de bem-estar do ambiente.
Legenda: Branco, parede com texturas e uma rede é o que reflete a cor do ano de 2026 e é o que queremos, calmaria e serenidade.
Foto: Projeto Duna Arquitetura / Foto Igor Ribeiro / Divulgação.

Tudo isso para te dizer que, na prática, você não precisa usar só branco ou pintar toda a sua casa nesse tom. Cloud Dancer vai bem com tudo mesmo e chega para complementar os tons que você já gosta e lhe representam. Vale refletir e fazer pequenas mudanças na nossa casa e rotina para desacelerar, afinal, decorar é também um gesto de cuidado com a nossa própria experiência de viver. 

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora

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