Fundos multimercados avançam na preferência dos investidores

Calculadora e caneta em cima de papel
Legenda: Entre os mais de 700 gestores de fundos no Brasil, obviamente, o Ceará não fica de fora
Foto: Pexels

Acompanhar o mundo dos investimentos, além de conhecimento, exige tempo. Os investidores que fazem a gestão de sua carteira têm de realizar compras e vendas dos ativos, apurar e pagar os impostos, acompanhar subscrições disponíveis, agrupamento e desdobramento de ações, entre outras atividades de gestão.

Confesso que estou no grupo que faz a gestão da própria carteira. Contudo, tenho ciência de que grande parte das pessoas não tem tempo, nem interesse, por diferentes motivos, em fazer a gestão de seus próprios recursos, de maneira que os fundos de investimentos podem figurar como alternativa interessante na alocação de recursos.

Entre os tipos de fundos, naqueles chamados de “Multimercados”, os gestores, de forma geral, têm liberdade para alocar os recursos em diferentes classes de ativos e moedas. Os fundos multimercados são completos e complexos. Evidentemente, os gestores têm de respeitar as regras dispostas no regulamento.

Vale ressaltar que os fundos multimercados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC. Outras características, como os impostos (IOF, IR e come-cotas), taxas de administração e performance são consideradas desvantagens para o investidor.

Apesar disso, os fundos multimercados avançam na preferência dos investidores. Em levantamento da Anbima, com dados até abril de 2021, no ranking de gestão de fundos de investimentos, na captação liquida de recursos, foram mais de R$ 356,7 bilhões em novos recursos, e os fundos multimercados foram responsáveis por mais de 40% deste total. Com exceção dos fundos de renda fixa, superou todos os outros tipos de fundos, como os cambiais, de ações, previdência e outros.

Entre os mais de 700 gestores de fundos no Brasil, obviamente, o Ceará não fica de fora.

A Astor Capital, com mais de R$ 750 milhões em Wealth Management, avança para a gestão de recursos, por meio do lançamento de dois fundos de investimentos multimercados, dos quais se destaca o Astor Carcará Fundo de Investimento Multimercado.

Segundo Alexandre Frota, sócio da Astor Capital, a carteira do fundo busca ativos de renda fixa, multimercados e renda variável, com meta de superar o CDI. Para figurar como cotista do Astor Carcará, o investidor tem de ser qualificado, com aplicação inicial de R$ 25 mil.

Frota ressalta que o Carcará adota estratégia de ativos, nacionais e internacionais, inclusive com um pouco de criptomoedas, e, sobretudo, replica a estratégia de gestão de grandes fortunas na realização de investimentos. Ou seja, um fundo local, sofisticado, e com valor de entrada relativamente baixo para um investidor qualificado.

Por fim, é sempre válido lembrar para o investidor: na hora de investir, procure orientação especializada, de maneira a identificar se aquele investimento se adequa a seu perfil e objetivo.

Grande abraço e até a próxima semana!

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.



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