Cristiano Araújo terá CD de inéditas após sete anos de sua morte; entenda

O disco contará com dez músicas e terá a participação de artistas renomados do sertanejo nacional

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Legenda: Cristiano Araújo deve ter CD com inéditas sete anos após morte
Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (24), completam-se sete anos da morte do cantor Cristiano Araújo, vítima de um acidente de carro em 24 de junho de 2015, junto com a namorada. O pai do artista, João Reis, disse ao G1 trabalhar na produção de um disco póstumo com músicas gravadas pelo sertanejo. 

O disco contará com dez músicas e terá a participação de artistas renomados do sertanejo nacional. Segundo João, são gravações que Cristiano fazia em estúdio sempre que ia fazer algum trabalho e que agora serão lançadas na voz do cantor, com a junção das participações especiais. Algumas das gravações são inéditas.

“São músicas românticas. Ele sempre teve essa tendência e o disco vai ter essa mesma pegada. É para lançar esse ano. A gente está dependendo de algumas participações de outros artistas, mas a produção está praticamente toda pronta”, disse João Reis ao G1.

Estão no projeto o irmão de Cristiano, Felipe Araújo, Jorge [da dupla com Mateus], Zezé [da dupla com Luciano], Leonardo, além de Bruno e Marrone. “A Marília Mendonça ia gravar, mas infelizmente não deu certo”, lamentou João Reis. A cantora morreu em um acidente de avião em novembro de 2021.

O pai de Cristiano conta que a produção do material tem um significado especial não só para ele, mas para todos os fãs do cantor.

“É muito importante, não só para mim, mas todos os fãs que têm carinho. Já era para ter lançado o ano passado, mas com a pandemia, atrasamos. Mas estou na expectativa de ainda esse ano terminar esse projeto. Temos uma expectativa muito grande para fazer o lançamento”, disse.

Além disso, ele está em negociação para a produção de um filme sobre a trajetória do cantor.

O acidente

Cristiano Araújo, na época com 29 anos, voltava de um show em Itumbiara, no sul de Goiás, com a namorada, Allana Moraes, de 19, o motorista Ronaldo Miranda Ribeiro e o empresário Vitor Leonardo, quando o carro em que estavam saiu da pista e capotou.

Allana morreu no local. Cristiano chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Os outros dois ocupantes tiveram ferimentos e deixaram o hospital dias depois.

O motorista perdeu o controle do veículo 21 minutos após fazer uma parada em um posto de combustíveis, a cerca de 57 km do local do capotamento. Dados recolhidos da “caixa preta” da Range Rover revelam que o carro estava a 179km/h cinco segundos antes do acidente.

Após investigações, o Ministério Público disse que Ronaldo foi "imperito e negligente" por dirigir acima da velocidade prevista na rodovia. Ele foi indiciado pela polícia por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e denunciado pelo MP-GO. Em janeiro de 2018, ele foi condenado a 2 anos e 7 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime.

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