O produtor de cinema, diretor e fotógrafo cearense Luiz Carlos Barreto, um dos principais nomes do cinema brasileiro, morreu na madrugada desta quarta-feira (22) aos 98 anos.
Barretão, como era conhecido, estava internado em um hospital no Rio de Janeiro, onde morava, desde a última terça. As informações do jornal O Globo.
Entre os principais trabalhos produzidos por Luiz Carlos Barreto, estão "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976) e "A Dama do Lotação" (1978) — que estão no top 10 das maiores bilheterias do cinema nacional —, o vencedor do Oscar "O Quatrilho" (1995) e o indicado ao Oscar "O Que é Isso, Companheiro?" (1997).
Ao longo dos anos, o produtor recebeu as mais importantes homenagens em reconhecimento ao trabalho. Em 1994, ele foi laureado com o troféu Sereia de Ouro, entregue pelo Grupo Edson Queiroz. Já em 2024, Barretão foi condecorado com a Medalha da Abolição, do Governo do Ceará.
Trajetória no cinema brasileiro desde os anos 1960
Nascido em Sobral em 20 de maio de 1928, Luiz Carlos Barreto viveu no Ceará até 1947, quando se mudou para o Rio. Na capital fluminense, ele trabalhou como jornalista e fotógrafo nos anos 1950,
A partir dos anos 1960, ele passou a construir carreira longa e relevante para a história do cinema brasileiro, atuando principalmente como produtor.
Obras centrais da filmografia nacional como “Vidas Secas” (1963), de Nelson Rodrigues dos Santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, foram produzidas pelo cearense.
Nos dois filmes citados, Barretão ainda teve créditos como diretor de fotografia. No cinema, ele também assinou a direção do documentário "Isto É Pelé" (1974) e as histórias dos clássicos "O Assalto ao Trem Pagador" (1962) e "Garrincha - Alegria do Povo" (1962), além da de "Casa de Areia" (2005).
Ao lado da esposa, Lucy Barreto, o cearense fundou em 1963 a L. C. Barreto, que se consolidou como uma das principais produtoras cinematográficas brasileiras. O catálogo da empresa inclui mais de 150 filmes.