Relembre os principais filmes do produtor cearense Luiz Carlos Barreto

Barretão morreu, nesta quarta (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
22 de Julho de 2026 - 12:31
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Legenda: Barretão, como era conhecido, nasceu em Sobral, no Ceará.
Foto: Divulgação.

O produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto morreu, nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Um dos principais responsáveis pela consolidação do cinema brasileiro moderno, "Barretão" integrou a produção de dezenas de longas-metragens em diferentes fases do audiovisual nacional. 

Nascido em Sobral, no Ceará, ele iniciou a carreira como fotojornalista, mas migrou para o cinema no início dos anos 1960. Em mais de seis décadas de atuação, trabalhou como produtor, diretor, roteirista e diretor de fotografia.

Luiz Carlos Barreto atravessou, ao longo de uma trajetória extremamente relevante, diferentes momentos da produção cinematográfica nacional, reunindo sucessos de público, filmes premiados em festivais e produções indicadas ao Oscar. Até hoje, inclusive, é lembrado pelo legado que influenciou gerações de realizadores. 

Confira abaixo algumas das principais obras produzidas por Luiz Carlos Barreto:

"Vidas Secas" (1963)

Foto: Reprodução.

Dirigida por Nelson Pereira dos Santos, a obra teve a atuação de Luiz Carlos Barreto como diretor de fotografia. O filme, uma adaptação do romance de Graciliano Ramos, tornou-se um dos marcos do Cinema Novo.

"Terra em Transe" (1967)

A obra teve uma parceria entre Barreto, como produtor, e Glauber Rocha, na direção. Com o passar do tempo, o filme se tornou uma das obras mais emblemáticas do Cinema Novo ao abordar, de forma alegórica, as disputas políticas e o autoritarismo na América Latina.

"Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976)

Foto: Reprodução.

Como produtor renomado, Barretão produziu a obra dirigida pelo filho, Bruno Barreto. Fenômeno de bilheteria, o filme foi considerado por muitos anos o filme brasileiro mais visto da história, além de conquistar reconhecimento internacional.

"Bye Bye Brasil" (1979)

O filme teve a produção de Luiz Carlos Barreto e a direção de Carlos Diegues. O roteiro acompanha uma trupe de artistas itinerantes em um retrato das transformações sociais e culturais do país durante a expansão da modernização brasileira.

"O Quatrilho" (1995)

A produção, também sob a responsabilidade de Barretão, rendeu a segunda indicação da história do cinema brasileiro ao Oscar. Dirigido por Fábio Barreto, o drama foi ambientado na imigração italiana no Rio Grande do Sul.

"O Que É Isso, Companheiro?" (1997)

Foto: Reprodução.

Também dirigido por Bruno Barreto, reconstitui o sequestro do embaixador dos Estados Unidos durante a ditadura militar e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, reforçando a projeção internacional do cinema nacional. 

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