Justiça Federal nega pedido de prisão de agentes da PRF envolvidos na morte de Genivaldo

Pedido havia sido feito pela defesa da família da vítima

Print da reportagem de policiais da PRF.
Legenda: O programa Fantástico, da TV Globo, revelou ao fim do mês de maio os nomes dos policiais envolvidos da morte de Genivaldo.
Foto: Reprodução/TV Globo

Em Sergipe, a Justiça Federal negou o pedido de prisão preventiva dos três policiais rodoviários federais (PRFs) envolvidos na abordagem que provocou a morte por asfixia de Genivaldo Santos, 38. O pedido havia sido feito pela família da vítima.

De acordo com o g1, que teve acesso à decisão judicial e divulgou o fato, o juízo da 7ª Vara considerou "prejudicado" o pedido de prisão dos agentes por parte da defesa da família. A justificativa foi que, como o caso ainda está em investigação, apenas podem solicitar a prisão preventiva o Ministério Público Federal (MPF) e as autoridades policiais.

Fraude processual

O pedido de prisão de Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia se baseou em "fraude processual", segundo o g1. Isso porque, de acordo com a defesa da família, o boletim de ocorrência registrado pelos policiais difere das imagens que viralizaram nas redes sociais sobre a morte de Genivaldo.

Investigação

Os três agentes também são investigados internamente pela PRF. À Polícia Federal, conforme o g1, eles admitiram que já usaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo dentro da viatura, substâncias que utilizaram para "conter" Genivaldo.

A vítima, que sofria de esquizofrenia, segundo a família, chegou a ser trancada pelos policiais no porta-malas da viatura e morreu por "asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda".