Brasil pode vacinar toda população adulta contra a Covid-19 até setembro, indica estudo

Projeção de economista-chefe da XP Asset considera cenários sem entregas de vacinas já acordadas

Pessoa sendo vacinada contra a Covid-19 no Rio de Janeiro
Legenda: Um atraso de dois meses na entrega de algumas vacinas, como a da Pfizer, também é ponderado no estudo.
Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em meio às dúvidas sobre o avanço da vacinação no Brasil, uma notícia parece alentadora: toda a população adulta no País pode ser vacinada até setembro. É o que indica estudo realizado pela XP Asset. As informações são do site InfoMoney.

De acordo com Fernando Genta, economista-chefe da instituição, já é possível vacinar toda a população acima de 60 anos — que, segundo ele, será imunizada até o fim de maio — e parte da população acima de 50 anos com o total de insumos existentes atualmente no Brasil.

O economista prevê ainda que quase 135 milhões de brasileiros, a faixa da população com mais de 18 anos e que pretende tomar a vacina, receberá o imunizante até setembro. A premissa dele em relação à vacinação desse segmento populacional é de que 85% opte por receber a vacina, o que seria uma média do que é visto no mundo.

As projeções de Genta, embora pareçam otimistas, são, conforme o próprio, conversadoras. O estudo não considera produção da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no segundo semestre com insumos brasileiros, além de ter contas menores de imunizantes em relação às do Ministério da Saúde e não considerar as entregas de vacinas prometidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um atraso de dois meses na entrega de algumas vacinas, como a da Pfizer, também é ponderado.

“Estamos mais otimistas do que o resto do mercado, mas não somos mais os únicos”, diz o economista.

Covid-19 no Brasil

Na última terça-feira (13), o País registrou mais 3.808 óbitos por Covid-19 em 24 horas, aumentando o total de mortes pelo novo coronavírus a 358.425 desde o início da pandemia. Ao todo, o número de casos é de 13.599.994 em território brasileiro.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o Brasil