Polícia muda estratégia de busca por crianças desaparecidas no Maranhão

Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, sumiram em uma área de mata no início do mês.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 12:11)
Legenda: O desaparecimento completa, neste sábado (24), 21 dias.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), Maurício Martins, informou que as buscas por duas crianças desaparecidas no início de janeiro, em uma área de mata do estado, passarão por uma mudança de estratégia.

Essa mudança prevista pelas autoridades envolverá a redução de equipes de busca e a intensificação da investigação policial. A informação veio a público na última quinta-feira (22).

De seis e quatro anos, respectivamente, Ágatha Isabelly e Allan Michael sumiram em uma região de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior maranhense. Neste sábado (24), completam 21 dias de procura.

Por três semanas, varreduras minuciosas foram realizadas pelas autoridades, que já percorreram cerca de 200 quilômetros nos arredores do local de desaparecimento. Entretanto, pistas de maior relevância não foram encontradas.

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Conforme a SSP-MA, as equipes continuam de prontidão para o caso de surgirem novos indícios. Enquanto a Polícia seguirá a investigação por meio do inquérito, que já conta com mais de 200 páginas, "buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade", afirmou Maurício.

Com a redução das procuras, um dos locais de suporte da operação será desativado, permacendo apenas a base localizada nas proximidades de onde as crianças foram vistas pela última vez.

Relembre o caso

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, há 21 dias, junto ao primo Anderson Kauã, de oito anos. O garoto mais velho foi encontrado em Bacabal três dias depois.

Na última semana, ele recebeu alta hospitalar e passou a ajudar na busca dos primos, reconstruindo parte do trajeto feito por eles antes de se separarem. Apesar da colaboração no caso, ainda não foram encontrados vestígios sobre o paradeiro das outras duas crianças.

A Polícia Civil acionou, também, o Amber Alert, sistema que emite alertas emergenciais e usa plataformas digitais para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local de desaparecimento. Ele é comumente usado em casos de rapto de crianças, especialmente nos Estados Unidos.

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