Treinador não é mágico ou feiticeiro

Confira a coluna desta terça-feira (21) do comentarista Wilton Bezerra

Imagem de uma bruxaria com a camisa do Flamengo
Legenda: A magia não faz parte do futebol
Foto: reprodução

É preciso parar com essa visão exagerada de que o treinador é o único responsável pelo que ocorre à uma equipe de futebol.

Não há dúvidas de sua importância e, sobre isso, já tivemos a oportunidade expor reflexões.

Os analistas ficam de tal forma ansiosos para opinar, que "descobrem" o dedo do técnico nos mais prosaicos movimentos de jogo.

Como se houvesse, a cada momento, um esquema tático diferente.

Fosse assim, num passe de mágica, como um bruxo da tribo, Vojvoda faria o Fortaleza jogar o futebol exibido no ano passado, curando-o de todos males.

Ou como se fosse possível um "futebol de computador", programado e calculado pelo técnico para funcionar.

O tempo em que o treinador "dava visão aos cegos, muleta aos aleijados e fazia as vezes de curandeiro" só existia nas tiradas filosóficas de Gentil Cardoso.

Para começo de assunto, o entorno do técnico reúne outro time formado por especialistas.

Nesse ponto, até lembra as "comissões de campo" dos primórdios do futebol. Tinham um treinador(ou professor) para cada jogador.

Já pensaram essa situação nos dias de hoje. Seria bem pior para os "entendidos".



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