Time de futebol tem "dono"

Confira a coluna desta segunda-feira (20) do comentarista Wilton Bezerra

Imagem em preto e branco do Cruzeiro de 1966
Legenda: O Cruzeiro é um dos principais clubes do futebol brasileiro
Foto: reprodução

Ronaldo Fenômeno comprou o Cruzeiro. A notícia dada, com ênfase, repercutiu.

No Brasil, tem aroma de novidade. No resto do Mundo, não.

Famílias que não sabem onde colocar dinheiro saem comprando times de futebol pelo mundo.

Fundos de investimentos internacionais fazem a mesma coisa.

Em um mundo capitalista, equipes de futebol passaram a constituir uma rica indústria de entretenimento.

Como sabem, o Cruzeiro, uma das glórias do futebol brasileiro, foi saqueado por picaretas travestidos de dirigentes. E ninguém foi preso.

Nosso Ronaldo Nazário ganhou a disputa, com o Liverpool, que estava de olho no time mineiro.

A ideia de que o seu clube tenha "dono" não seduz, de imediato, boa parte das torcidas.

"Vender uma equipe a um bilionário é tirar a sua alma". Muitos pensam assim.

Pelo que sabemos, funcionando empresarialmente, no País, só existe o Bragantino, como projeto econômico.

Grandes times da Europa como o Chelsea, pertencem a empresários.

Os bicampeões europeus são propriedade de um russo e sua torcida não tem do que reclamar.

A Sociedade Anônima do Futebol, aprovada no Brasil, parece ser a solução para agremiações que estão no fundo do poço, mercê de gestões deletérias.

Outras equipes já ensaiam o movimento, para se tornarem seguras em termos jurídicos e empresariais, com governança e transparência.

Que assim seja.



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