Simulação desmoraliza o futebol

Confira a coluna desta terça-feira (14) do comentarista Wilton Bezerra

Deyverson conversa com árbitro Nestor Pitana no jogo
Legenda: Na final da Libertadores, o atacante Deyverson, do Palmeiras, simulou uma lesão para o árbitro do jogo
Foto: reprodução

Na terra Brasilis, quando surge uma lei, é coisa "muito nossa" tentar burlá-la.

Lembra aquela posição do Coronel Chico Heráclito, do Limoeiro, velho chefe da política pernambucana: "A leis moles a gente passa por cima. As leis duras a gente passa por baixo".

É triste, quando o péssimo hábito da desobediência e da malandragem errada chega ao futebol.

Mais do que buscar tirar a autoridade do apitador, com reclamações desrespeitosas, jogadores aplicam de maneira abusiva o expediente deplorável da simulação.

Uma vergonha o que fazem. Ao receber uma bolada no peito, jogadores levam a mão ao rosto.

O gesto da simulação é igual: mão no rosto, mesmo que uma pancada atinja outra parte do corpo. Quando a pancada é verdadeira, acrescente-se.

Essa desmoralização se espalhou como um vírus.

O ápice dessa nódoa se deu na decisão da Libertadores, entre Palmeiras e Flamengo.

O juiz Nestor Pitana, em um gesto camarada, deu um leve toque no corpo do atacante Deyverson, do alviverde.

Foi o suficiente para o jogador desabar, simulando uma "falta do árbitro" sobre ele.

Falta de caráter que depõe mal contra o futebol.

Não se surpreendam se, daqui a pouco, árbitros, bandeirinhas e gandulas entrarem nessa onda desmoralizante da simulação.

Sim, porque não se toma nenhuma providência contra essa falta de respeito.

 


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