Racismo é crime. Futebol é vida

Confira a coluna desta segunda-feira (22) do comentarista Wilton Bezerra

Celsinho com semblante sério em treino do Londrina
Legenda: O meia Celsinho, do Londrina, foi alvo de racismo durante jogo da Série B
Foto: Gustavo Oliveira / Londrina

Por falar em consciência negra, vejam como se combate o racismo no futebol brasileiro.

O dirigente do Brusque, de Santa Catarina, Júlio Petermann, fez referências racistas ao jogador Celsinho do Londrina.

Multas para o clube e dirigente, mais perda de pontos por injúria racial, decidiu o STJD.

O clube recorreu alegando que o seu elenco era formado, majoritariamente, por negros.

Os auditores do tribunal acharam de atenuar a pena e devolveram os pontos ao Brusque.

O Grêmio já perdeu pontos por atitudes racistas de sua torcida contra o goleiro Aranha.

O Esportivo, de Bento Gonçalves, foi punido da mesma forma, pelo mesmo motivo contra um árbitro de futebol.

Quer dizer: a punição severa contra o Brusque virou um "faz de conta".

A diferença entre os casos, definida na compreensão dos julgadores, não convence.

Mais do que a perda de pontos o clube deveria ser suspenso da competição.

O desfecho desse julgamento prova que o comprometimento da FIFA com os direitos humanos não passa de "cascata".

Racismo é crime. Futebol é vida.



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