Neymar: para sempre uma criança

Leia a análise do comentarista Wilton Bezerra

Neymar comemorando gol pelo Santos
Legenda: Neymar, jovem, quando atuava pelo Santos
Foto: Ricardo Saibun/ Santos

As crianças nascem, trazendo um sério defeito: tornam-se adultas.

Por minha vontade, meus filhos e netos não teriam crescido, seriam crianças por um tempo infinito.

Só fiquei velho e não permaneci criança porque não me avisaram direito.

Meus desdobramentos celulares se tornaram latagões contra a minha vontade.

Mesmo assim, os trato como "meus meninos".

Dizem, a torto e a direito, que dentro do adulto reside uma eterna criança.

É verdade. Como nos comportamos como imberbes.

Quem outorgou a si mesmo o direito de ser criança para sempre foi o nosso craque Neymar.

Ao chegar aos 30 anos, vai dar um jeito para não envelhecer, como indicam as providências que tem tomado.

Basta acompanhar seu comportamento nos últimos tempos.

"Velho é o diabo, que só é diabo porque é velho", teria dito o jogador. 

De fato, há muito tempo, escuto essa frase: “velho como diabo".

Com Batman e Homem Aranha tatuados no corpo, Neymar completou 30 anos e acha que basta.

Tem que parar por aí.

Para ele, "idade de ouro" é papo de otário, bom mesmo é permanecer garotinho pelo resto da vida.

Mesmo porque, daqui a pouco, vamos conseguir a imortalidade digitalizada. 

Neymar está coberto de razão.

Com tanto dinheiro nos "cofres", só falta garantir a juventude.

No tempo do "poder jovem" no Brasil,  alguém acima de 30 anos não merecia confiança e não valia um Cibazol.

E olha que Neymar não se ligou, ainda, no lance da regressão.

Sempre haverá de existir uma saída para animar essa nossa existência.

Neymar pelo menos está fazendo escavações para encontrar meios.

Merece o nosso apoio.

Desde que se dedique mais ao que sabe fazer: jogar futebol.



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