Nem com novo treinador o Ceará melhora

Veja o comentário de Wilton Bezerra

Diego Souza e Fabinho disputam bola em Grêmio X Ceará
Legenda: Diego Souza e Fabinho disputam bola em Grêmio X Ceará
Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Papo curto sobre Grêmio 2 e Ceará 0.

Para valer, mesmo, jogo de um time só, o Grêmio, que, também, só jogou bem o primeiro tempo.

Num 4-3-3 que virava, no mínimo, um 4-2-4, com a projeção de Alisson, o time de Felipão nem precisou trabalhar muito para despachar o Ceará.

Ferreira foi o destaque pelo gol e ações individuais.

O Ceará lembrou o time que foi derrotado pelo América, em Minas, na despedida de Guto Ferreira.

Nem a sombra de uma configuração de jogo, dificuldade de reter a bola para se organizar e algumas atuações individuais desastrosas.

O segundo tempo foi de fritar torresmo e beber a banha.

Não merece registro.

Atlético-MG jogou com a cabeça

A intensidade foi a marca de Fortaleza e Atlético Mineiro, em jogo de cabras escolhidos para marcar firme, nos dois tempos.

Os sistemas defensivos se impuseram e as chances de gol na primeira fase foram até imperceptíveis por parte dos dois times.

Pensem numa disputa em que ninguém dava espaço e negava a bola até por empréstimo.

O pouco que o jogo permitiu de oportunidades o Atlético Mineiro aproveitou para marcar os seus dois gols,  não tendo pruridos para formar uma muralha da China e anular as investidas do Fortaleza.

Invisível na primeira etapa, Hulk iniciou jogada que Vargas deu acabamento para Zaracho abrir a contagem

A equipe de Cuca jogou com cautela, inteligência, sem o menor açodamento.

E olha que, apesar dos exíguos espaços, Benevenuto, Ederson Tinga, Crispim e Lucas Lima fizeram uma boa partida.

O Atlético Mineiro mostra que é possível acompanhar, com prazer, o jogo coletivo.

Vai decidir com quem fica o caneco com o Flamengo.

Escrevam.