Inteligência importada

Confira a coluna desta quarta-feira (19) do comentarista Wilton Bezerra

Vojvoda com semblante sério em jogo do Fortaleza
Legenda: Vojvoda chegou ao Fortaleza na última temporada e conseguiu a classificação para a Libertadores
Foto: Thiago Gadelha / SVM

De uma hora para outra, chegou-se à conclusão de que treinador brasileiro é burro, ultrapassado e não estuda.

No maior "bambo" do mundo, o Flamengo trouxe para treiná-lo um português, chamado Jorge Jesus, que ganhou tudo que disputou.

Pronto: "treinador bom tem que vir de fora, falar outra língua", pensamento quase unânime.

Não existe a barreira da linguagem, todos concordaram.

Fato é que, oito clubes da série A tiveram treinadores estrangeiros em 2021.

Para 2022, a contratação de um treinador argentino, chamado Antônio "Turco" Mohamed (prazer), pelo Atlético Mineiro, fechou, até agora, o número de seis estrangeiros na série A.

Sem nenhum sentimento xenofóbico, é bom lembrar que os treinadores campeões das duas últimas temporadas foram dois brasileiros: Ceni e Cuca.

Não se viu, com o estrangeirismo implantado, nenhuma revolução tática e muitos dos treinadores "de fora" foram dispensados.

Modismo é fogo.

"Libertadores é com Abel Ferreira, português, do Palmeiras, e Vojvoda, argentino, colocou o Fortaleza em quarto lugar no Brasileiro", argumentam os que acham os nossos treinadores emburrecidos.

Só os treinadores?



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