Idiotas da objetividade

Confira a coluna desta terça-feira (19)

Imagem mostra homem sentado em banco de reservas do estádio
Legenda: Confira a coluna desta terça-feira (19).
Foto: Thiago Gadelha/SVM

O Fortaleza conseguiu importante vitória no campo adversário e deixou a lanterna do campeonato brasileiro.

Fico até constrangido em fazer esse registro, como se tivesse sido um "grande" feito do Leão.

Entanto, isso é o suficiente para se ouvir, com ênfase: "Mesmo não jogando bem, o Fortaleza venceu o Atlético de Goiás".

Segue-se o insuportável: "Daqui para frente, o bom rendimento será secundário. O importante é fazer pontos".

A isso chamo de "objetividade idiota". E, cansativa, pela repetição.

Pergunto: rendimento secundário até quando?

Não. O tricolor não pode ser apático, como foi em grande parte do jogo em Goiânia.

E mais: Vojvoda tem que fazer parar certos equívocos, na hora de alterar o time.

Vou dar um exemplo. Romarinho e Moisés encontram espaços, onde eles não existem, pela velocidade que possuem.

Por que, então, o treinador do Fortaleza insiste com Romero, em um movimento de jogo inadequado para o argentino?

Até dar o passe para Moisés marcar contra o Atlético, Romero era um perdido em campo, engolfado pela característica de jogador lento.

Na hora de mudar, Romarinho saiu e Romero permaneceu.

Esse exemplo até faz parte do mostruário de Vojvoda em outras decisões pouco coerentes.

O Fortaleza precisa jogar melhor e tomar cuidado com os pragmatismos receitados.

O esforço para sair zona de turbulências em que se encontra não será pequeno.



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