Conversa de comentarista

Confira a coluna desta terça-feira (26) do comentarista Wilton Bezerra

Imagem de uma formação tática em inglês
Legenda: A formação tática tem peso no futebol
Foto: reprodução

Bola rolando e os comentários são dedicados aos sistemas táticos.

Como se fosse tarefa fácil analisar várias esquematizações usadas dentro de um mesmo jogo.

Mudanças de planos e troca de posições são constantes na disputa.

O esquema tático é uma espécie de ordenamento, para que os jogadores não façam em campo apenas aquilo que eles desejam.

Ainda assim, as orientações preestabelecidas pelo treinador não impedem que o jogo possa se transformar em um caos “organizado”.

Os analistas, nem sempre, têm o cuidado de fazer uma leitura simples do que ocorre na partida.

"A simplicidade é o selo da verdade". Schopenhauer.

Embora as mudanças mandem dizer que uma equipe não deve ser compartimentada, como antes, não se pode ignorar o volante que marca, o meia que arma e o centroavante que finaliza.

É preciso conter os exageros de uma leitura "moderna".

Claro, existe no futebol atual uma coisa inadmissível no passado: os canhotos jogam pela direita e os destros pela esquerda.

Antes driblavam para fora para cruzar. Agora, driblam para dentro para passar ou finalizar.

Outra coisa que se pega ao pé da letra: atacante, além de fazer gols, tem que ser um bom marcador do adversário.

Isso sempre representará, no nosso entendimento, uma eterna impossibilidade.

No mais, o comentarista não pode querer "dar a bola, antes de recebê-la".

Se é que me entendem.



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