Reajuste da conta de energia dos cearenses sai neste mês; aumento preocupa

Consumidores residenciais, comerciais e industriais devem pagar mais caro pela energia a partir do dia 22

Homem troca iluminação de lâmpadas de energia elétrica
Legenda: Mercado livre de energia pode oferecer economia de até 30% na conta de luz para empresas
Foto: Piyawat Nandeenopparit/Shutterstock

Os consumidores cearenses tomarão conhecimento, no dia 22 deste mês, sobre o valor do reajuste da conta de energia.

Em reunião pública de diretoria, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve deliberar nesta data sobre o percentual que incidirá sobre as faturas da Enel Ceará. De acordo com a Aneel, o reajuste entrará em vigor no dia 22 de abril.

Na semana passada, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, reuniu-se com André Pepitone, diretor-geral da Aneel, e outros representantes de setores para discutir preocupações da indústria cearense e do Nordeste quanto a possíveis reajustes da energia elétrica na região.

Fatores como a variação cambial, a correção dos custos da distribuidora pelo IGPM e o cenário hidrológico adverso podem catapultar o reajuste.

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Preocupação com possível alta de 20%

O presidente do Sindienergia-CE, Luis Carlos Queiroz, que também esteve na reunião, reiterou à Coluna que o foco do encontro foi externar "uma preocupação diante de uma previsão de reajuste de energia na ordem de 20%". 

"No momento atual que estamos vivendo, tal reajuste seria insustentável para as empresas e negócios, já tão prejudicados pela pandemia. E também para os consumidores residenciais de energia elétrica".
Luis Carlos Queiroz
Presidente do Sindienergia-CE

Aneel fala em aumento de um dígito

Luis Carlos Queiroz
Legenda: Presidente do Sindienergia-CE, Luis Carlos Queiroz defende decisão pelo equilíbrio
Foto: Divulgação

De acordo com Queiroz, a diretoria da Aneel mostrou-se sensibilizada e comprometeu-se a tentar chegar "a um reajuste de apenas um dígito". 

"Isso diminuiu um pouco nossa preocupação, mas, não por completo, uma vez que um aumento próximo a 9% ainda representaria um alto custo", diz.

O presidente do Sindienergia defendeu "uma decisão pelo equilíbrio, com um reajuste viável tanto para os consumidores quanto para as concessionárias, em favor, em especial, da manutenção dos empregos”.