Os insights que empresários do Ceará trazem da NRF, maior evento de varejo do mundo

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Legenda: Missão da CDL Jovem a Nova York.
Foto: Divulgação

Empresários cearenses que participaram da NRF 2026, em Nova York, o maior evento global de varejo, trarão na mala insights e reflexões valiosos para o setor. Veja os principais pontos abaixo.

1. Nova jornada de consumo

Para Raquel Agnes, vice-presidente da CDL Jovem Fortaleza, as tendências apresentadas pelo Google evidenciam uma mudança estrutural na jornada de consumo. 

Segundo ela, a compra deixa de ser apenas busca para se tornar conversa, com a inteligência artificial no centro de todo o processo. 

“Com a IA no centro, o varejo ganha contexto, intenção e uma experiência mais próxima do cliente do início ao fim”, resume, ao destacar que o digital passa a se aproximar da lógica e da personalização da loja física".

2. Clareza de identidade

A presidente da CDL Jovem Fortaleza, Máyra Thé, avalia que a NRF reforça a importância da autenticidade como pilar para marcas fortes e relevantes. Para ela, em um cenário marcado por excesso de tendências e estímulos globais, o diferencial competitivo está na clareza de identidade. 

“A NRF reforçou que marcas fortes não nascem da cópia. Em meio a muito barulho e tendências globais, o diferencial está em entender quem a marca é, com quem se comunica e manter coerência estratégica nas suas práticas”, afirma.

3. Inteligência Artificial

A diretora de Missões, Enila Alves Ferreira, destaca que a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, surge como aliada para aprofundar a relação entre marcas e consumidores. Segundo ela, mais do que otimizar processos, o varejo precisa escutar, orientar e criar experiências que gerem vínculo. 

“A tecnologia veio para ajudar o varejo a conhecer melhor o cliente e facilitar a compra. Escutar o cliente, orientar e criar boas experiências constrói relação, porque a tendência do varejo não é só vender, é criar uma comunidade apaixonada pela marca”, observa.

4. Experiência humana

Já o diretor de Planejamento e Gestão, Bosco Nunes , pontua que, apesar do avanço da automação, dos dados e da inteligência artificial, o protagonismo segue sendo da experiência humana. Para ele, os cases apresentados na NRF evidenciam que empresas são instituições sociais, formadas por pessoas e para pessoas. 

“A tecnologia segue indispensável, mas o diferencial competitivo está na capacidade das marcas de gerar confiança, criar significado e cumprir a promessa feita ao consumidor. Quando princípios de human centered design orientam produtos, serviços e experiências, as empresas ampliam suas chances de construir negócios mais relevantes, competitivos e duradouros”, analisa.

5. O papel da loja física

A coordenadora Helena Oliveira ressalta o papel das lojas físicas como espaços de convivência e fortalecimento de marca. Para ela, quando o varejo ultrapassa a lógica transacional, ocupa um lugar estratégico na vida das pessoas.

“Quando a loja se torna um ponto de encontro, ela deixa de vender apenas produtos e passa a construir comunidade. E é da comunidade que nasce a confiança na marca”, pontua.