Como o 5G deve impactar o e-commerce e os data centers

Setores se preparam para ampliar investimentos em infraestrutura

Data center
Legenda: Data center da Hostweb
Foto: Divulgação

A chegada do 5G ao Brasil vai impactar diretamente os setores de e-commerce e data centers, com o gigantesco aumento do tráfego de dados gerado pela Internet das Coisas (IoT), as realidades virtual e aumentada e Big Data.

Evandro Prieto, Diretor de Tecnologia e Produtos da Seven Tech Group, avalia que a internet móvel até 100 vezes mais rápida em comparação com 4G viabilizará um aumento na “taxa de conversão”, termo utilizado no comércio eletrônico quando visitantes efetuam uma compra.

O especialista prevê projeta que a popularização de novos serviços e tecnologias, na esteira do 5G, abrirá um novo horizonte de oportunidades de negócios.

“Esses serviços irão transformar a monetização das relações pela rede muito mais intensas, o que irá exigir ainda mais dos meios de pagamentos e serviços financeiros mais robustos e, ao mesmo tempo, flexíveis”, comenta.

Tal processo demandará investimento por parte das empresas em infraestrutura, segurança digital e segurança financeira, prevê Prieto.

Data centers

Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Raul dos Santos Neto, afirma que, para conseguir atender toda a exigência do mercado, "os data centers terão que investir cada vez mais, pois além de serem mais demandados, haverá uma percepção de maior confiabilidade no armazenamento de dados”.

O Ceará é um player relevante nesta área. Raul dos Santos lembra que os hubs aéreo, portuário e de cabos submarinos, dos quais o Estado dispõe, são facilitadores no processo de intensificação da tecnologia para as corporações.

“A geografia do nosso Estado privilegia a consolidação desses três hubs”, destaca o especialista.

O gerente do Data Center cearense Hostweb (que vem crescendo anualmente na casa dos dois dígitos), Sérgio Uchoa, projeta que, com o 5G, a quantidade de dados gerados será massiva, assim como o armazenamento e o processamento irão demandar estruturas especializadas.

"Então, as organizações devem se concentrar, estabelecer vantagens competitivas em cima desses dados. E delegar a empresas especializadas o máximo da sua infraestrutura de TI”, avalia. 

 



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