Banco Master: Cearenses vivem angústia à espera de dinheiro do CDB
Passados quase dois meses da liquidação do banco, investidores se veem num limbo
Investidores cearenses que aportaram no CDB do Master vivem dias de angústia, assim como milhares de outros brasileiros. Ainda sem data prevista para o ressarcimento do dinheiro pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), eles viram a apreensão crescer junto à escalada de movimentos polêmicos em Brasília, com direito a STF, TCU, Congresso e mais na equação.
O temor é que a politicagem atrase ainda mais a devolução dos valores. "Na hora de empurrar esse CDB, os assessores de investimento não falaram desses pormenores. Apenas diziam que era 100% seguro", diz a esta Coluna uma investidora de Fortaleza, que prefere não se identificar.
Ela conta que tinha em torno de R$ 97 mil no famigerado CDB do Master, que está congelado desde a liquidação do banco, sem gerar rendimentos. Ou seja, toda aquela atratividade vendida pelas assessorias está derretendo, pois lá se vão mais de 50 dias sem ganhos - fora o dano emocional que tal situação naturalmente tende a causar.
"Essa é a minha principal reserva. Fico tensa a cada nova notícia", comenta.
Espera já passa de 50 dias
Essa já é a segunda maior espera por indenização do FGC desde 2013, quando investidores do Banco Rural aguardaram 98 dias para reaver seus recursos. O recorde pertence ao caso do BVA: 136 dias.
Indignado, um empresário cearense enviou desabafo à Coluna: "Vivemos nos tempos do PIX, em que tudo é instantâneo. Não faz sentido aguardar tanto por algo que é nosso de direito. A cada hora que passa, o Fundo Garantidor de Crédito e o sistema financeiro brasileiro perdem um pedaço a mais de credibilidade. Fica claro que a política está tentando salvar os seus, enquanto não está nem aí para as reais vítimas", escreveu, sob anonimato. Ele informa que possuía R$ 219 mil investidos.