Apenas um município do Ceará alcança nota perfeita em índice fiscal, diz Firjan

São Gonçalo do Amarante obteve avaliação máxima nos 4 indicadores monitorados por estudo anual da Firjan

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:39)
Legenda: São Gonçalo do Amarante
Foto: Patrick Sampaio/Divulgação

Somente um dos 184 municípios cearenses obteve nota máxima no Índice Firjan de Gestão Fiscal 2025 (IFGF), estudo que faz um raio-x das contas de mais de 5 mil cidades em todo o País. O resultado máximo foi atingido por São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Para chegar à nota 1,0000, o município registrou avaliação máxima nos quatro pilares monitorados pela Firjan, com base em dados de 2024: Autonomia, Gasto com Pessoal, Liquidez e Investimento.

Segundo a pesquisa, classificações acima de 0,8 são consideradas 'gestão de excelência'; entre 0,6 e 0,8, "boa gestão"; entre 0,4 e 0,6, "gestão em dificuldade"; abaixo disso, "gestão crítica".

Para efeitos comparativos, na média, os municípios cearenses terminaram o ano de 2024 com uma situação fiscal difícil. O IFGF médio do estado alcançou 0,5491.

"Obter a nota máxima em todos os indicadores do Índice Firjan de Gestão Fiscal é o 'Oscar' de qualquer administração pública, pois reflete o nosso zelo e responsabilidade com o dinheiro público e nos permite fazer investimentos que mudam a vida das pessoas", comenta o prefeito de São Gonçalo, Marcelo Teles, em conversa com esta Coluna.

Veja o Top 10 do Ceará

  1. São Gonçalo do Amarante — 1,0000
  2. Horizonte — 0,9364
  3. Cruz — 0,8864
  4. Deputado Irapuan Pinheiro — 0,8340
  5. Fortim — 0,8093
  6. Ibicuitinga — 0,8068
  7. Irauçuba — 0,8061
  8. Quixeré — 0,8036
  9. Aquiraz — 0,7963
  10. Paraipaba — 0,7863.

Entenda o que cada indicador avalia

  • Autonomia: Verifica se as receitas oriundas da atividade econômica do município suprem as despesas essenciais para o funcionamento da máquina pública local.
  • Gastos com pessoal: Mostra quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal em relação à receita corrente líquida
  • Liquidez: Aponta a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte.
  • Investimentos: Mede a parcela da receita total destinada a investimentos
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