Mães do Brasil, nossa homenagem

Segundo dados do Data Favela, 53% dos lares das favelas são dirigidos por mães solo

Mães do Brasil, uma coprodução inédita da Favela Filmes, Kondzilla e TV Globo, que conta com a Cufa como parceira
Legenda: Mães do Brasil, uma coprodução inédita da Favela Filmes, Kondzilla e TV Globo, que conta com a Cufa como parceira
Foto: Divulgação

Durante os meses de setembro e outubro de 2021, corremos as mais diversas regiões do Brasil para registrar diferentes sotaques, mas um só sentimento: realizar sonhos e proteger seus filhos e o território onde vivem.

Da Região Norte, conhecemos Rosimeire Miranda, 26 anos, mãe de três filhos. Ela vem da favela do Hiléia, em Manaus.

Do Sul, quem nos traz seu exemplo inspirador é a Liane Pereira, 38 anos, seis filhos, da Comunidade do Senai, em Vila Esperança, Rio Grande do Sul.

No Nordeste, Aline Souza, 44 anos, mãe de três filhos, natural de Curuzu, localizado em Salvador, no estado da Bahia. Ela nos mostrou
porque é uma mulher barril dobrado.

No Sudeste, temos Loanda Rufino, 54 anos, mãe de três filhos e moradora de Nova Sepetiba, no Rio de Janeiro.

Além dela, nas duas maiores favelas de São Paulo, Paraisópolis e Heliópolis, Eulália de Jesus, 67 anos, mãe de três filhos, e Elaine
Torres, 33 anos, mãe de sete filhos, respectivamente. Esta última, por sua vez, foi a inspiração para a criação do programa Mães da Favela da Central Única das Favelas (CUFA).

Documentário

 

Histórias que compõem o especial documental Mães do Brasil, uma coprodução inédita da Favela Filmes, Kondzilla e TV Globo, que conta com a Cufa como parceira e que vai ao ar neste dia 1º de dezembro.

Segundo dados do Data Favela, 53% dos lares das favelas são dirigidos por mães solo. São estas mulheres que, nesse naufrágio geral que se tornou a pandemia, vivem as consequências do caos e lutam para sobreviver ao afogamento seletivo.

A ajuda convertida em doações, ao chegar nestas mulheres, revela que, mesmo sendo a parte mais vulnerável, ela representa a capacidade mais eficiente de reação a médio prazo, ativando diversas redes de proteção.

Quando a grana chega em suas mãos, elas gerenciam melhor a pouca economia em tempos de crise -  melhor que muitos economistas do asfalto. Quando alimentos e outros recursos estão sob sua gestão, elas constroem redes de proteção social de crianças e adultos nos mais de 4 milhões de chips que distribuímos durante a pandemia. 30% deles serviram para a criação de fontes de geração de renda.

Muitas, que nós atendemos durante estes quase dois anos de pandemia, tornaram-se liderança nas favelas e passaram a dar aula de equilíbrio emocional e capacidade de criar soluções solidárias.

No ano passado, arrecadamos  mais de 40 mil toneladas de alimentos, atendendo a mais de três milhões de famílias, distribuídas por cinco mil favelas de todo o país. As doações continuam e podem ser feitas pelo site Mães da Favela.

São seis histórias, seis vidas, seis lutas e muito amor pela vida. Essa é nossa homenagem para vocês.