Milly Alcock, de 'Supergirl', define heroína como "incomum" e conta o que mais amou no filme

Atriz inglesa estreou como a protagonista na última quinta-feira (25).

Escrito por
Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
Legenda: Milly Alcock vive Kara Zor-El como Supergirl, personagem clássica dos quadrinhos de Superman.
Foto: Divulgação/WB Pictures.

Milly Alcock saiu do universo de "Game of Thrones", mais precisamente de "A Casa do Dragão", para outro tão complexo quanto: o dos quadrinhos e super-heróis. Estreante no gênero, ela fez o debut como "Supergirl" na última quinta-feira (25), com o lançamento do filme solo da heroína em um novo arco do DCU. Mas, se há uma tensão ou apreensão na expectativa para isso, a atriz viu na personagem traços gratificantes para encarar esse caminho.

"Acho que a coisa mais instigante em tudo é o fato de o quão incomum ela é", explicou ela durante coletiva de imprensa no Brasil ao explicar a sensação de interpretar a personagem. Clássica nos quadrinhos, a Supergirl – ou melhor, Kara Zor-El – é prima do Super-Homem, que nessa versão é interpretado por David Corenswet. Os dois atores, inclusive, representam a aposta da DC Studios para renovar a história.

Veja o trailer:

"Ela é, agora, o resultado de todas as versões que já vimos anteriormente. Em termos de preparação, eu recebi um presente no roteiro. Bastou que eu confiasse nas palavras que estavam na página e foi fantástico. Praticamente não precisei fazer nada", brincou Milly, lembrando também de todas as versões prévias da personagem. 

A entrevista da atriz inglesa ocorreu em viagem dela ao Brasil, antes mesmo de o filme ser lançado, e, à época, as críticas ainda não apontavam o fato de o longa não fazer jus à personagem ou ao talento da artista, por exemplo. Agora, já nos cinemas mundiais, há quem aponte que o potencial de Alcock pode e merece ser explorado de forma mais consistente nas futuras sequências.

Painel de apresentação realizado em um auditório com público sentado em primeiro plano. Quatro participantes estão acomodados em poltronas sobre um palco, cada um segurando um microfone. Ao centro, há um grande painel com o símbolo da Supergirl e o nome da personagem. Ao fundo, paredes de vidro revelam a vista de uma área urbana à beira d’água, com prédios e vegetação. Mesas laterais com garrafas de água e placas temáticas completam o cenário.
Legenda: Coletiva de Supergirl no Brasil aconteceu em meio à divulgação antes da estreia da produção.
Foto: Divulgação.

Porém, ainda que Milly não soubesse da repercussão de "Supergirl" entre fãs e na crítica especializada, a atriz demonstrou confiança na aposta de entrar no gênero dos super-heróis e heroínas. Para ela, tudo valeria, de fato, a pena por conta da história e da personalidade de uma personagem que é, essencialmente, tão humana. 

Um dos pontos positivos, ela compartilhou, estava no fato de a história ir além de uma narrativa para "salvar o mundo". Questionada sobre o fato de a personagem ser diferente dos demais super-heróis típicos do gênero, ela chegou a refletir sobre a obra, finalizando com o que acredita ser o mais interessante nela.

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Segundo a atriz, um lado mais "humano" na heroína pode conectá-la diretamente com quem assiste à obra. "Acho que, como seres humanos, é muito difícil existir em um mundo em que sentimos que não temos autonomia nem poder algum. Por isso, considero algo incrivelmente admirável e corajoso escolher salvar o próprio mundo enquanto tudo ao redor está em chamas. A Kara é um exemplo lindo disso. Também vejo que o público não quer que lhe digam quem deve ser. Assim como ela, eles querem ver quem realmente são", pontuou.

"Supergirl" segue em cartaz nos cinemas, apesar do número abaixo do esperado em faturamento nas bilheterias mundiais. Resta saber agora quais serão os próximos passos do DCU no universo cinematográfico e se eles incluem novas aparições da prima do Superman. 

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