Economista cearense é cotado para ser o 'Posto Ipiranga' de Flávio Bolsonaro

Aliados do senador e pré-candidato do PL querem que ele sinalize ao mercado quem seria sua equipe econômica.

Escrito por
Inácio Aguiar inacio.aguiar@svm.com.br
Legenda: Mansueto Almeida atuou nos governos Temer e Bolsonaro e, atualmente, é sócio e economista-chefe do BTG Pactual
Foto: Thiago Gadelha

Em meio às articulações que cercam a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do expresidente Jair Bolsonaro, aliados defendem que ele antecipe um movimento estratégico: anunciar um nome forte para comandar a economia, nos moldes do que Jair Bolsonaro fez em 2018 ao apresentar Paulo Guedes como seu “posto Ipiranga”. 

Nesse contexto, está ganhando destaque o nome do cearense Mansueto Almeida, hoje sócio e economista-chefe do banco BTG Pactual. Segundo informações da Folha de S. Paulo e do Portal Metrópoles, Mansueto é um dos nomes mais bem avaliados entre os aliados de Flávio para assumir o papel de fiador da política econômica, caso o projeto presidencial avance.

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Um nome com trânsito amplo

A força de Mansueto não é apenas um currículo técnico. O Cearense, com trajetória consolidada em Brasília e no mercado financeiro, construiu uma imagem de quadro moderado, respeitado por diferentes campos ideológicos e com compromisso com o rigor fiscal.  

Atuou no governo Michel Temer e foi o único remanescente da equipe econômica a permanecer no início do governo Bolsonaro, ocupando o cargo de secretário do Tesouro Nacional sob a gestão de Paulo Guedes como ministro da Economia. 

Em um cenário de forte polarização, a avaliação é de que não basta acenar apenas à base bolsonarista. É preciso dialogar com o mercado, agentes econômicos e setores mais moderados. 

Outros cotados no tabuleiro 

Além do cearense, circulam outros nomes no entorno de Flávio Bolsonaro. Entre eles, Adolfo Sachsida, que está muito próximo de Jair Bolsonaro e foi ministro de Minas e Energia; Gustavo Montezano, visto como um perfil técnico, ex-presidente do BNDES; e Roberto Campos Neto, figura de forte prestígio no mercado financeiro e no meio econômico internacional. 

A presença desses nomes reforça a leitura de que, se quiser ser competitivo, Flávio precisará ir além do discurso político e apresentar um projeto econômico crível desde já.