Na Chapada do Araripe, chegou a agricultura moderna e sustentável

É lá que a Faec, em parceria com a Fiec, o Sebrae e o governo do estado, desenvolve o Projeto Algodão do Ceará

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 03:36)
Legenda: Na Chapada do Araripe e na do Apodi, a Faec - com a Fiec, o Sebrae e o Governo do estado - desenvolve o Projeto Algodão do Ceará
Foto: Nilton Alves
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Na Chapada do Araripe, quase 900 metros acima do nível do mar, na rica e bela região do Cariri, no Sul do estado, abre-se a nova fronteira da agricultura do Ceará. É lá que já chegaram a seguem chegando grandes produtores de grãos procedentes de Mato Grosso, Tocantins e Piauí. É lá, também, que a Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), em parceria com o Governo do estado, a Federação das Indústrias (Fiec) e o Sebrae-CE impulsionam o projeto que pretende, no médio prazo, transformar a área num polo produtor de algodão de fibra longa, de alta qualidade, por meio do uso da melhor tecnologia. Lá, já se planta soja como primícias de preparação do solo para, em dois anos, receber as sementes algodoeiras. 

“Na Chapada do Araripe, em se plantando sustentavelmente, tudo dá”, diz o presidente da Faec e vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Amílcar Silveira, para quem os empreendimentos agrícolas que atualmente se desenvolvem naquela região “são sustentáveis do ponto de vista ambiental e social e ainda, viáveis do ponto de vista econômico, pois se não fosse assim não teriam ido para lá piauienses, tocatinenses e matogrossenses do agronegócio”. 

Amílcar Silveira e todo o seu time, incentivados pelo governador Elmano de Freitas e pelo presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, mantém o rumo Norte do Projeto Algodão do Ceará, que também se desenvolve, e na velocidade do frevo, na Chapada do Apodi, no Leste do estado, onde a Fazenda Nova Agro produz e colhe um algodão cuja qualidade é comprada ao do similar egípcio, o melhor do mundo, segundo atestou o Laboratório Têxtil da Fiec.  

Um dos investimentos que se fazem hoje na Chapada do Araripe é o da família Bruneta, que lidera o Grupo Itaquerê. Os Bruneta adquiriram uma área de 3 mil hectares na geografia do município de Araripe, onde planta soja como primeiro passo para o início de sua produção algodoeira. O investimento previsto é de R$ 100 milhões.  

“O que está acontecendo na Chapada do Araripe é de entusiasmar os que vivem da agricultura”, como assinala o presidente da Faec, que acompanha, pessoalmente, pelo menos uma vez por mês, o serviço dos produtores em suas respectivas áreas de produção.  

De acordo com Amílcar Silveira, “eles têm uma grande preocupação com o aspecto ambiental dos seus empreendimentos, algo que já trazem de sua origem em Mato Grosso, no Tocantins e no Piauí”. Para o presidente da Faec, os sojicultores e cotonicultores que já chegaram e estão a chegar na Chapada do Araripe “são agricultores de muita responsabilidade, com larga experiência na produção sustentável em larga escala, e isto nos dá grande tranquilidade”. 

Aproveitando a maré a favor do Projeto Algodão do Ceará, a Embrapa Algodão, que tem sede em Campina Grande e um campo experimental no município caririense de Barbalha, no sopé da Serra do Araripe, no lado cearense, desenvolveu uma nova variedade de semente – a BRS Araripe – específica para o cultivo em sequeiro ou irrigado naquela região, e resistente ao bicudo. 

Na Chapada do Apodi, os investimentos na cotonicultura avançam, mas serão ainda mais acelerados quando a Enel Ceará concluir as obras de modernização da rede elétrica que abastece a região, as quais inclui a instalação de uma subestação abaixadora que estabilizará a tensão. Com esse equipamento, a Fazenda Nova Agro ampliará sua área plantada e, ainda, o número de seus pivôs centrais para a irrigação, os quais, por causa das oscilações da rede elétrica, estão sempre a apresentar defeito, prejudicando sua produção e sua produtividade. 

Na mesma fazenda, a área destinada à produção de soja deveria ser bem maior do que a atual, mas isso não acontece pelo mesmo motivo: a intermitência da tensão da rede elétrica, que ocasiona a queima dos motores dos pivôs centrais.  

No fim deste ano ou no começo do próximo, a subestação da Enel estará instalada. Antes disso, porém, a Enel Ceará, pela voz de seu presidente José Nunes, prossegue investindo na modernização de toda a rede elétrica que abastece a Chapada do Apodi.  

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