Multinacional Dow compra energia eólica da Casa dos Ventos

Empresa controlada pelo cearense Mário Araripe está implantando no Rio Grande do Norte o maior projeto de geração eólica da América Latina e um dos maiores do mundo.

Legenda: Crescem os investimentos da Casa dos Ventos em projetos de energias renováveis, como o de geração eólica Rio dos Ventos, no RN.
Foto: Kid Júnior

A Dow, uma das maiores indústrias químicas do mundo, celebrou contrato com a Casa dos Ventos – uma das maiores empresas de energias renováveis do Brasil, controlada pelo empresário cearense Mário Araripe – para aquisição de energia de fonte eólica.

O contrato terá duração de 15 anos e garantirá o volume de 60 MWm contínuos para a unidade da Dow, viabilizando sustentabilidade de sua produção.

Além da compra de energia, a Dow terá a opção de fazer um investimento nos parques eólicos, possibilitando, no futuro, o regime de autoprodução de energia.

Agora, a Dow torna-se uma das parceiras da Casa dos Ventos para viabilizar o maior complexo eólico do País e, possivelmente, do mundo, o Complexo Eólico Rio do Vento, no vizinho Rio Grande do Norte, que terá 1.038 MW de capacidade após a conclusão de sua segunda fase. 

“Conseguimos injetar mais de 1 GW de capacidade de geração eólica no País com parceiros privados; ao mesmo tempo em que as empresas alinham seus negócios aos pilares da sustentabilidade, a matriz elétrica renovável ganha um importante adicional”, disse, na assinatura do contrato, Lucas Araripe, sócio e diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos.

O longo prazo estabelecido para o contrato, além de contribuir para viabilizar o parque Rio do Vento, evidencia o compromisso da Dow com a descarbonização de seus processos produtivos. 

"Nossa parceria com a Casa do Ventos reforça o compromisso da Dow em alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Temos investido na diversificação das nossas matrizes energéticas e, atualmente, possuímos 850 MW de capacidade de energia renovável contratada, superando nossa meta de sustentabilidade para 2025.", destacou Claudia Schaeffer, diretora de Energia da Dow para a América Latina.
A solução escolhida – um contrato de longo prazo com opção de investimento na sociedade de propósito específico (SPE) – viabilizará a construção de um novo projeto eólico e contribui para o alinhamento da companhia aos princípios ESG, sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa. 

Além disso, proporcionará estabilidade no fornecimento, aumento de competitividade para a empresa, além da previsão de geração de 1.100 empregos diretos e 2.200 indiretos no pico das obras de construção do parque eólico Rio do Vento 2, e uma média de 1.500 empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação.

Na fase de operação, está prevista a geração de aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos de forma permanente, ou seja, ao longo de toda a vida do Projeto. 

“Em um período de aumentos constantes no preço da energia, a modalidade traz maior segurança, coloca o consumidor como agente ativo na geração da energia que ele utiliza, menos exposto aos cenários desfavoráveis e independente do mercado regulado”, comentou Lucas Araripe.

Para os que não sabem: a Dow opera 106 unidades fabris em 31 países e emprega 35.700 pessoas. Em 2020, gerou aproximadamente US$ 39 bilhões em vendas.