J. Macedo lucra R$ 57,25 milhões; M. Dias Branco R$ 37,8 milhões

No primeiro trimestre deste ano, M. Dias Branco teve receita líquida de R$ 1,89 bilhão; J. Macedo faturou R$ 608,8 milhões.

Legenda: Grandes empresas brasileiras de moagem de trigo e de massas e biscoitos, J. Macedo e M. Dias Branco registram lucro
Foto: Ricardo Botelho / Portos e Navios

Duas das maiores empresas do Ceará – J.Macedo e M. Dias Branco – ambas com atuação nacional, divulgaram ontem, 13, seus balanços relativos ao primeiro trimestre deste exercício de 2022. 

A primeira registrou receita líquida de R$ 608,8 milhões, com lucro líquido de R$ 57,25 milhões – 340,93% maior do que os R$ 12,98 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Por sua vez. M. Dias Branco, que é líder nacional do mercado de massas e biscoitos, alcançou receita de R$ 1,89 bilhão, fruto do aumento do preço médio de seus produtos. Seu lucro líquido foi de R$ 37,8 milhões – 152% maior do que o obtido no primeiro trimestre de 2021.

INCENTIVO FISCAL: AS OPINIÕES

Sobre o comentário desta coluna, publicado ontem, 13, a respeito da renúncia fiscal da União, que hoje chega a R$ 372 bilhões, ou 18% do Orçamento Geral da União, esta coluna recebeu mensagens de três empresários.

A primeira mensagem, do industrial Fernando Cirino Gurgel, ex-presidente da (Fiec), chama a atenção para o fato de que “o nosso Ceará tem uma participação de 4% na população nacional e apenas 2% de participação no PIB”. 

Cirino lembra que “nossa matéria prima, predominantemente, vem de fora e o nosso mercado também está lá fora.” E conclui: “Cuidado com o tiro no próprio pé.”

A segunda mensagem, do agricultor, pecuarista e industrial de lacticínios José Antunes Mota, presidente do Sindicato da Indústria de Lacticínios do Ceará, constata:

(O comentário da coluna) “vale para o estado (do Ceará) também. FDI (Fundo de Desenvolvimento Industrial, uma ferramenta incentivadora estadual) deveria ser usado na fase de implantação” (da indústria).

Antunes chega à seguinte conclusão: “Tire (o FDI) de uma empresa grande, que no outro dia ela abandona o Ceará.”

O terceiro empresário, da área agroindustrial, sob anonimato, foi curto no seu comentário:

“Se os estados perdem arrecadação, são beneficiados com empregos, e aí a economia roda e gera receita na outra banda.”

O comentário aqui publicado na edição de ontem desta coluna referiu-se à Nota de Posicionamento emitida pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) que pôs foco na Zona Franca de Manaus, lotada de empresas nacionais e multinacionais que, há 50 anos, recebem incentivos fiscais. 

O bom senso indica que meio século de incentivo fiscal já deveria ter sido suficiente para garantir às empresas da ZFM a tão sonhada competitividade.