Fiec amplia o Centro de Excelência para Transição Energética

Ricardo Cavalcante revela que mais de 1 mil profissionais já foram formados para as empresas de geração de energia renováveis e H2V

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 15:23)
Legenda: Foto de um dos laboratórios do Centro de Excelência para Transição Energética do Senai na Barra do Ceará, em Fortaleza
Foto: Fiec / Divulgação
Um oferecimento de:

Ao inaugurar hoje, terça-feira, 4, o Anexo do Centro de Excelência para Transição Energética do Senai, na Barra do Ceará, em Fortaleza, onde são formados os profissionais utilizados pelas empresas industriais de geração de energias renováveis, incluindo o hidrogênio verde, o presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Ricardo Cavalcante, revelou que mais de 1 mil pessoas já foram ali qualificados pelo seu time de professores.  

Presidindo o ato de inauguração, Cavalcante centrou seu discurso na importância do equipamento  para o desenvolvimento do novo ramo da atividade industrial – as energias renováveis e o H2V, que encontraram no Ceará seu melhor endereço. O presidente da Fiec disse: 

“A transição energética é um ponto de inflexão na história do desenvolvimento global. Mais do que substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis, ela inaugura uma nova forma de produzir, de consumir, de inovar e de competir. Representa uma mudança profunda no modelo de desenvolvimento das nações e uma extraordinária oportunidade para aqueles que conseguirem compreender o seu tempo e preparar-se para ele.” 

E acentuou: 

“O Ceará compreendeu essa mudança. E teve a coragem de se preparar para ela antes de muitos. Nos últimos anos, nosso Estado consolidou-se como uma das maiores referências brasileiras em energias renováveis e passou a ocupar posição estratégica nas discussões sobre hidrogênio verde, armazenamento de energia, mobilidade elétrica e demais tecnologias que definirão a economia de baixo carbono. Mas há uma verdade que precisa ser dita. Nenhum território se torna protagonista apenas porque possui vento abundante, alta incidência solar e/ou localização privilegiada. 

“É fato que os recursos naturais abrem oportunidades. Mas quem as transforma em desenvolvimento são as pessoas. Por isso, acredito que o maior patrimônio da transição energética não será a energia que conseguirmos produzir. Será a capacidade de formar pessoas preparadas para produzi-la, utilizá-la, inovar e criar riqueza a partir dela. É exatamente esse compromisso que nos reúne nesta manhã. Há pouco mais de dois anos inaugurávamos este Centro de Excelência para Transição Energética. Naquele momento, lançávamos uma visão de futuro. Hoje voltamos a este mesmo lugar para ampliar sua capacidade e consolidar um projeto que já apresenta resultados extraordinários. 

Aplaudido pelas mais de 500 pessoas que compareceram ao evento, Ricardo Cavalcante disse, com o entusiasmo que o caracteriza: 

“Mais de mil profissionais especializados em energias renováveis foram formados neste Centro. Conquistamos o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Economia Verde do Ministério da Educação. Desenvolvemos, em parceria com instituições alemãs, um projeto pioneiro para certificação internacional de operadores portuários em hidrogênio verde. Nos tornamos o único SENAI do Brasil certificado em GWO Blade Repair, permitindo que profissionais formados no Ceará possam atuar em qualquer parte do mundo. Esses resultados mostram que a decisão tomada em 2024 foi acertada. Mas mostram também que era hora de dar um novo passo.” 

O presidente da Fiec explicou: 

“O Anexo que inauguramos hoje amplia significativamente nossa capacidade de formar profissionais para as tecnologias que já estão transformando o setor energético: hidrogênio verde, sistemas de armazenamento de energia, sistemas fotovoltaicos híbridos, infraestrutura para recarga de veículos elétricos e novas soluções para uma indústria cada vez mais eficiente e sustentável. Três novos laboratórios passam a integrar uma estrutura que já figura entre as mais completas do Brasil. Essa expansão responde a uma necessidade concreta. O Brasil prepara o primeiro leilão nacional de baterias para armazenamento de energia.” 

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