Análise: derrota do Fortaleza para o Athletico-PR tem bronca com arbitragem e tempos distintos

Tricolor reclama novamente de atuação da arbitragem, mas derrota por 2 a 1 passa também pelo não aproveitamento de oportunidades no 1º tempo e queda de produção na 2º etapa

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Legenda: Fortaleza foi melhor no 1º tempo, mas viu o Furacão reagir na etapa final
Foto: Dudu Oliveira/Fortaleza

Dois elementos tomaram os holofotes e exercem papel de destaque na derrota do Fortaleza por 2 a 1 para o Athletico-PR, ocorrida na noite deste sábado (7), na Arena da Baixada, em Curitiba. A arbitragem, novamente, e o desempenho distinto que o Tricolor apresentou nos dois tempos do jogo, que marcou a abertura do 2º turno do Campeonato Brasileiro para as duas equipes.

A reclamação dos tricolores tem dois lances como fundamentais. O primeiro deles ocorreu aos oito minutos do segundo tempo, quando Bergson recebeu ótimo passe de Romarinho e mandou para as redes.

O VAR pegou impedimento milimétrico de Romarinho no momento anterior ao passe. O lance do gol anulado do Fortaleza é de grande dificuldade e gera reclamações porque aquele daria a vantagem de 2 a 0, que deixaria um resultado positivo bastante encaminhado.

Tempos distintos

Naquela altura, o Leão do Pici já vencia por 1 a 0, com gol marcado por Bergson, no primeiro tempo. A etapa inicia, aliás, foi dominada pelo time cearense.

O que se viu nos 45 minutos iniciais foi um controle praticamente total do Tricolor, que pouco foi ameaçado. Não houve nenhuma finalização perigosa ao gol de Felipe Alves.

O Furacão até teve mais posse de bola (62%), mas de forma totalmente improdutiva. O Leão do Pici foi mais organizado, se defendeu bem e chegou com facilidade ao ataque. Teve chance para estar vencendo até por mais, com finalizações de David, Romarinho, Bergson e Osvaldo.

Acontece que não ter liquidado a fatura na etapa inicial custou caro. O segundo tempo do Fortaleza foi bem abaixo e o Athletico cresceu no jogo, passando a converter o maior volume em situações reais de gol. Felipe Alves passou a ser bastante exigido, fez defesas importantes e até viu sua trave ser carimbada.

Foram 16 finalizações do time da casa na etapa final. Carlos Eduardo empatou, aos 16, e o lance mais polêmico veio nos minutos finais.

Virada e nova polêmica

O relógio já marcava 45 minutos quando Renato Kayzer aproveitou cruzamento na área e mandou uma bomba de esquerda para virar o jogo.

A reclamação leonina é pelo início da jogada. Há um choque forte entre Kayzer e Paulão, em lance faltoso do atacante atleticano. Além disso, a bola toca claramente no braço do jogador rubro-negro, em lance objetivo que deveria ser sinalizada a falta.

Nem a arbitragem de campo nem o VAR sinalizaram as irregularidades, validando a virada do time da casa e gerando revolta entre os tricolores.

"Impedimento milimétrico e que tem que ter acesso ao VAR para ver o ângulo deles. O segundo gol do Athletico é um verdadeiro absurdo. Falta clara do Renato Kayzer sobre o Paulão. Mesmo se não quisesse dar a falta, a bola bate na não. Como o VAR não vê isso? Todo jogo tem erros claros. Sentimento de frustração grande", desabafou o presidente Marcelo Paz ao fim da partida.

Destaques do jogo

De ponto positivo, a se destacar a atuação do atacante Bergson, que fez o primeiro jogo como titular vestindo a camisa leonina e foi bem, não somente pelo gol, mas pela movimentação e participação ofensiva. David também fez bom jogo, assim como Romarinho e Felipe Alves, que realizou defesas importantes. Foram os principais destaques da equipes.