Como saber se a ansiedade do meu filho é normal ou patológica?

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Antes de detalhar a patologia, é importante entendermos que ansiedade é o nome que se dá a uma reação de defesa normal que acontece na vida de todos nós. Ela é desencadeada quando nos sentimos ameaçados por algum perigo, seja ele real, ou imaginário.

É comum percebermos nas crianças em situações novas ou desafiadoras, como na espera para uma viagem, ou no início do ano letivo. Porém, se a ansiedade se mantém intensa e persistente, por semanas ou meses e interferindo nas atividades diárias normais, pode ser um sinal de patologia.

Sintomas de ansiedade patológica 

Se a criança já está evitando ir à aula, quer ficar somente na companhia dos pais, e se esquiva de fazer atividades que antes eram comuns, esses podem ser sinais de alerta e indicadores de algum transtorno de ansiedade.

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Nesse caso a criança sente-se constantemente ameaçada e insegura, causando mudanças drásticas no comportamento e humor do pequeno. Podem vir acompanhados de sintomas físicos como aperto no peito, sensação de falta de ar, tremores, tontura, suor nas mãos, sensação de nó na garganta, dores no estômago, enjoos ou desconfortos abdominais, dores de cabeça, fraqueza, irritabilidade, inquietação, alterações de sono, dentre outros.

Como também podem ocorrer alterações nos pensamentos, com ideias e imagens constantes de que coisas ruins irão acontecer, os chamados pensamentos catastróficos, preocupações ou pensamentos muito agitados que geram tensões internas.

A ansiedade também pode ser considerada patológica, se a criança apresenta reações desproporcionalmente intensas ao que deveria – exemplo: a criança é bastante estudiosa, se dedicou para a prova, mas tem um grande medo de tirar zero.

Além disso, é importante pontuar que se houver histórico de transtornos de ansiedade na família, a criança pode apresentar uma predisposição genética a desenvolver ansiedade patológica.

Cada criança expressa a ansiedade de maneira diferente. Por essa razão, não podemos negligenciar suas emoções, suas mudanças de comportamentos e de maneira nenhuma dizer que é besteira ou minimizar o que elas trazem, isso agrava ainda mais o quadro.

Fique atento. Se a ansiedade do seu filho está causando problemas na escola, nas relações sociais, no sono ou na alimentação, pode ser um sinal de que é mais do que apenas ansiedade passageira.

Se você estiver preocupado ou em dúvida em relação à ansiedade do seu filho, considere marcar uma consulta com um psicólogo ou um psiquiatra especializado em saúde mental infantil.

Vamos prevenir e cuidar da saúde mental dos nossos pequenos, assim teremos adultos e relações mais saudáveis.

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora