Dicas de sobrevivência para quem está sem trabalho, sem renda e sem reserva

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Ainda sobre grande parte dos brasileiros que está na “UTI FINANCEIRA”, não se desespere. Entenda cada passo aqui sugerido e não considere que já sabe ou que é básico demais, pois realmente nas pequenas decisões que estão as grandes escolhas.

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,9% no trimestre encerrado em março, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em dezembro, houve alta de 0,5 ponto percentual na desocupação, que era de 7,4%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,8%. Mesmo com a alta, o resultado do primeiro trimestre é o melhor para o período desde 2014 (7,2%) e vem abaixo das projeções do mercado financeiro (8,1%).

Com os resultados, o número absoluto de desocupados cresceu 6,7% contra o trimestre anterior, atingindo 8,6 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 8,6%.

Se você está na estatística acima, leia com atenção sobre como superar e se organizar. Para isso precisamos estar dispostos a traçar o seu PLANO DE GUERRA, pois ele de fato pode te tirar do sufoco. Vamos lá.

1. É fundamental reunir a família, abrir a realidade e pensar em ações conjuntas de redução de despesas.

2. Este é o momento de focar na alimentação básica, sem luxos e supérfluo. Opte pelos produtos básicos, com custo menor, e esqueça de marcas e outras questões que possam elevar o preço.

3. Caso tenha, é fundamental proteger sua reserva financeira. É preciso ter dinheiro, ele vale muito mais em momentos assim.

4. Avalie a possibilidade de postergar o pagamento da conta de luz, água e gás. Em muitos casos, esses serviços não serão cortados em função da crise e as dívidas podem ser negociadas.

5. Busque suspender pacotes de TV a cabo e reduzir também os pacotes de telefone e internet. É importante buscar reduzir os custos, mas sem cortar totalmente, porque você deve precisar dessas ferramentas para trabalhar ou procurar trabalho.

6. Não compre roupas ou acessórios nesse momento. Valorize o que já tem.

7. Busque por atividades que não envolvam custos. Quando estiver em casa, por exemplo, pode fazer cursos gratuitos de capacitação.

8. Nada de compras coisas que não sejam essenciais.

9. Em casos de dívidas, analise individualmente e, se possível, suspenda o pagamento ou renegocie as prestações.

10. Exercite o desapego. Busque por produtos em casa que possam ser vendidos para arrecadar algum dinheiro, mesmo que seja um valor baixo. Use ambientes de venda online para isto.

11. Busque pelo aprimoramento de sua atividade-fim ou em uma nova área em que avalie atuar.

12. Faça sua inscrição em planos para desempregados ou para famílias de baixa renda.

13. Se for informal, MEI, pequena ou microempresa, busque por linhas de apoio que o governo está oferecendo.

14. Se tiver cartão de crédito e faturas que não tenha como saldar ou que vão comprometer seu caixa e sua reserva, o melhor a fazer é ligar para o credor e dizer "devo, mas não posso pagar agora".

15. Caso necessite fazer empréstimos, evite a quaisquer custos linhas como cheque especial e cartão de crédito, que têm juros altos.

16. Busque por uma possibilidade de renda, mesmo estando dentro de sua casa.

Além disso, outras possíveis saídas a serem buscadas:

Inscrição em Programas de Apoio: Uma opção é buscar inscrição em programas de apoio para desempregados ou para famílias de baixa renda. Existem planos e benefícios oferecidos pelo governo que podem fornecer suporte financeiro temporário e assistência em situações de desemprego e necessidade.

Exploração de Habilidades Pessoais: Buscar oportunidades que estejam alinhadas com as habilidades e competências pessoais pode ser uma estratégia eficaz. Isso pode incluir a busca por atividades autônomas, como prestação de serviços, venda de produtos artesanais ou outras formas de empreendedorismo que possam gerar renda.

Acesso a Empréstimos Específicos: Em situações de extrema necessidade, pode ser considerada a busca por empréstimos específicos para desempregados. No entanto, é importante avaliar cuidadosamente as condições e os riscos associados a esse tipo de recurso financeiro.

Busca por Renda Extra: Explorar oportunidades para gerar renda extra, como trabalhos temporários, freelancing, prestação de serviços online, ou outras atividades que possam proporcionar uma fonte adicional de renda durante o período de desemprego.

Acesso a Benefícios Governamentais: Além disso, é importante verificar se há elegibilidade para acessar benefícios governamentais, como seguro-desemprego, auxílio emergencial, tarifas sociais e outros programas de apoio disponíveis para pessoas em situação de desemprego e vulnerabilidade financeira.

Essas estratégias podem oferecer alternativas para enfrentar a situação de desemprego e falta de renda, proporcionando suporte temporário e oportunidades para gerar renda adicional. É importante considerar cada opção com cuidado, avaliando as condições específicas e buscando orientação especializada, quando necessário, para tomar decisões informadas.

Pensem nisso! Até a próxima.

Ana Alves
@anima.consult
emaildaanaalves@yahoo.com.br
Economista, Consultora, Professora e Palestrante

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.



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