Ceará e Fortaleza aguardam reunião na CBF para definir transmissão da Série B

Os clubes são parte do mesmo bloco de negociação do torneio

Escrito por
Alexandre Mota alexandre.mota@svm.com.br
(Atualizado às 09:28)
Legenda: Ceará e Fortaleza negociam juntos os direitos de transmissão na Série B
Foto: Davi Rocha / SVM

A Série B do Brasileiro de 2026 está próxima do início, mas ainda possui indefinições quanto às transmissões das partidas. Com Ceará e Fortaleza como os representantes cearenses na 2ª divisão e juntos no bloco Futebol Forte União (FFU), o Diário do Nordeste apurou que a expectativa é de que novas diretrizes para exibição do torneio sejam debatidas nesta quinta-feira (5) no Rio de Janeiro.

A data marca o Congresso Técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a Série B. A tendência é que o CEO Pedro Martins, do Fortaleza, e o presidente João Paulo SIlva, do Ceará, estejam presentes. E após os acordos protocolares, a FFU e a CBF apresentem ofertas de venda dos direitos, que serão avaliadas posteriormente.

O movimento se intensificou nos últimos dias após a CBF atuar como uma intermediária para Náutico e São Bernardo, que não firmaram vínculo com os blocos e venderam os direitos de forma isolada para Rede Globo. Os pernambucanos, por exemplo, projetam embolsar R$ 18 milhões. Os outros 18 times da Série B, no entanto, são parte da FFU.

O montante dos direitos de transmissão é crucial para as projeções orçamentárias de Vovô e Leão, sendo responsável por uma parcela significativa da construção financeira na atual temporada. Em 2025, cada um dos 20 participantes recebeu cota próxima de R$ 9 milhões, com retransmissões com RedeTV (TV Aberta), o canal Desimpedidos (YouTube), ESPN (TV Fechada) e Disney+ (Streaming).

Logo, a entrada de novos players é essencial para a ampliação desse montante. Apesar da rivalidade, ações conjuntas entre Ceará e Fortaleza, como a manutenção da dupla cearense em um mesmo bloco de negociação, são importantes para estimular a valorização no mercado. No entanto, é fato que há um abismo se comparado ao arrecadado quando disputavam a Série A, que envolveu receita superior a R$ 100 milhões, com a FFU distribuindo R$ 1,7 bilhão entre os times.

Mais fontes de receita

Na Série B, além do direito de transmissão, existem duas fontes de receita importantes aos clubes: os direitos de placas de publicidade e também direitos de transmissões com sites de apostas esportivas.

A agência Brax, em um contrato de três temporadas, fechou um investimento de R$ 60 milhões ao ano com as placas, enquanto a empresa Infront Sports & Media pagou R$ 11,5 milhões para os sites. Deste modo, os acordos também são monitorados pelos times locais, que buscam novas captações.

No caso específico do Fortaleza, através de um acordo firmado pelo então CEO Marcelo Paz, que era também presidente da LFU, atual FFU, até o início de 2026, o clube estima embolsar aproximadamente R$ 25 milhões com as placas de publicidade, no que seria o maior repasse da competição. O valor acordado na liga mantém a cota que era da Série A mesmo com rebaixamento, o que ajudará o Leão no processo atual de reformulação, além de cumprir com os compromissos anteriormente firmados.

Já o Ceará sofreu com a redução do montante, que passou para R$ 13 milhões com a queda para a Série B, que é o mesmo valor para todos os demais participantes da FFU que estão na competição. Vale ressaltar que todos os movimentos do bloco econômico foram colegiados. Na próxima quinta (5), os representantes cearenses também devem confirmar os montantes e celebrar novas parcerias.

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