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Exploração subterrânea é estudada como reforço

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Abril de 2016 - 00:00
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Legenda: O Cinturão das Águas do Ceará (CAC) é um dos projetos complementares à Transposição do Rio São Francisco em obras no Estado
Foto: Foto: Ed Alencar

Elogiada pelos setores produtivos - que responsabilizam a estiagem pela insegurança hídrica -, a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) informou que, atualmente, "esta desenvolvendo estudos para o aproveitamento de água subterrânea para ser injetada no último trecho do Eixão das Águas, melhorando a segurança hídrica do lado Oeste da Região Metropolitana de Fortaleza".

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Além disso, o órgão informou à reportagem que, em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), "vêm tomando várias medidas para garantir o abastecimento da RMF, como a instalação da quinta bomba e de novos transformadores na Estação de Bombeamento do Castanhão; a recuperação da Estação de Bombeamento Pacoti Auxiliar; a intensificação da fiscalização do uso da água; construção da Adutora de Montagem Rápida para São Gonçalo do Amarante, etc".

O conjunto de ações citado pela Cogerh ainda incluem a "possibilidade de transferência de água do Orós para o Castanhão, além da redução da liberação de água na válvula do Castanhão em 5,5 m³/s neste 2016. O reúso da água de lavagem dos filtros da estação de tratamento do Gavião (economia de 400 l/s) e o reúso dos efluentes das indústrias do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e a intensificação do controle de perdas por vazamento e por retiradas clandestinas da rede da RMF ainda são mencionados na estratégia de sanar a insegurança hídrica para os setores produtivos.

Obras complementares

Já no que diz respeito às obras complementares à Transposição do Rio São Francisco, ou seja, que ajudariam a levar a água que chega a várias partes do Ceará, a Cogerh cita o Eixão das Águas. "Esta obra foi projetado para ser implantado em duas etapas. O Governo do Estado está, atualmente, em busca da captação de recursos para implantação da segunda etapa, o que possibilitará a ampliação da vazão para 22m3/S", informa.

Definições de uso

A Companhia também explica que "todas as ações, em relação ao uso e controle da água, são definidas e executadas de forma compartilhada com a sociedade civil, por meio dos 12 Comitês de Bacias Hidrográficas, e das mais de 60 Comissões Gestoras de Sistemas Hídricos". "O abastecimento dos diversos usos de água é definido a partir de um processo participativo denominado de Alocação Negociada de Água", detalha, acrescentando que o processo acontece todo ano após o fim da quadra chuvosa, "quando é possível definir a disponibilidade hídrica de cada açude". Nessas reuniões, os usuários debatem o quanto deve ser liberado para cada setor. (AOL)

sadsa