Laudos mostram que vítimas da boate Kiss morreram devido a gases tóxicos

Incêndio deixou 241 mortos e centenas de feridos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul recebeu hoje todos os laudos de necropsia das vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que morreram no dia da tragédia. Ao todo, já estão com os policiais 234 análises, que mostram que as mortes ocorreram por asfixia devido à inalação de gases tóxicos.

O incêndio ocorreu no dia 27 de janeiro e deixou 241 mortos e centenas de feridos. Os laudos foram elaborados pelo Instituto-Geral de Perícias do Estado e serão determinantes para as conclusões do inquérito. Com a comprovação da forma como as vítimas morreram, é possível que os responsáveis pela investigação acusem os suspeitos de crimes de maior gravidade, como homicídio doloso qualificado.

Os documentos recebidos não incluem informações sobre sete pessoas que morreram hospitalizadas dias ou semanas após a tragédia. As necropsias já prontas apontam que as vítimas inalaram cianeto ou monóxido de carbono.

A polícia ainda aguarda os resultados de perícias feitas com a espuma que era usada no revestimento acústico da boate. Esse material, ao ser queimado, liberou substâncias tóxicas. Uma fumaça preta tomou conta de todo o ambiente da boate em poucos minutos.

O delegado-chefe da Polícia Civil, Ranolfo Vieira, está em Santa Maria acompanhando o final das investigações sobre o incêndio. Ele disse que a expectativa é que o inquérito seja concluído no meio da próxima semana. Segundo o policial, os delegados irão analisar os laudos de necropsia durante o fim de semana. Sobreviventes da tragédia e um dos quatro suspeitos presos devem ser ouvidos amanhã.

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