Suspensão garante segurança na moto

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Redação producaodiario@svm.com.br
A suspensão de uma motocicleta não deve ser deixada de lado em nenhum momento, para garantir a segurança do piloto e do garupa. Conheça as dicas de quem entende do assunto

Suspensão de moto é coisa séria. Principalmente, as off-roads, isto é, as chamadas especiais, seja para trilhas, enduros ou cross, pois elas precisam sempre estar reguladas ao gosto do piloto. "Um dos aspectos básicos que interferem na performance de um motociclista é a suspensão. O excelente desempenho de uma suspensão, feita sob medida, melhora diretamente na tração, o controle e o conforto, pois são itens que não podem ser deixados de lado", esclarece Paulo Rodrigues, da Auto Center.

Na prática, para quem não sabe, de acordo com os especialistas, a suspensão da moto é desenvolvida para absorver as imperfeições do asfalto e certificar-se que os pneus estão em contato com a pista. Sérgio Nascimento, mecânico da Show Motos - revendedora Sundown, explica que a maioria das suspensões das motos são baseadas em molas helicoidais. "Para parar uma mola de ficar pulando indefinidamente como um iôiô, utiliza-se um amortecedor para controlar o movimento para cima e para baixo", acrescenta.

Segundo ele, a suspensão traseira é formada por amortecedores que, na opinião do especialista, são como as bombas de ar para encher pneu de bicicleta, só que cheias de óleo. "O êmbolo moverá mais rápido ou mais lento dependendo do tamanho do buraco da passagem do óleo e também da viscosidade do óleo. Todas as motos possuem molas e amortecedores", salienta.

Trocas de óleo

O profissional informa que a suspensão para a roda dianteira é independente da roda traseira e pode reagir diferentemente no asfalto e outras condições de uso. "Até em termos de validade e troca de óleo as duas diferem. Na suspensão dianteira, é necessário fazer a troca de óleo a cada 12 mil quilômetros. Já na traseira, só troca quando estourar".

E por falar neste item, ele ressalta que a suspensão se deteriora com o atrito e o calor e se contamina com os resíduos metálicos, acelerando o desgaste. Por isso, é necessária a troca. "Essa troca também vale para o amortecedor de todas as motocicletas. A qualidade do óleo vem do índice de viscosidade; esse índice indica até que temperatura ele mantém a viscosidade indicada", acrescenta.

O preço, às vezes, também é um pouco salgado. Principalmente para as motos importadas. Para se ter uma ideia, apenas um garfo de uma Fireblade CBR, da Honda, custa R$ 3.059,00. Os dois (o jogo completo), custam R$ 6.118. Da marca Yamaha, a YZF-R 1, os garfos saem por R$ 10.340,00. Já nas motos nacionais, o preço cai vertiginosamente. A suspensão dianteira completa da Titan 125, da Honda, por exemplo, sai por R$ 537. Da YBR Factor, da Yamaha, é de R$ 906.

Na prática, as regulagens, ou melhor se expressando, os ajustes, são feitos para compressão e retorno na dianteira e traseira. "Esse tipo de ajuste na suspensão é mais utilizado para quem curte off-road", conta.

Complexo

Como conselho, o especialista afirma que isto é um trabalho complexo, para ser feito por preparadores profissionais. "Mesmo com o auxílio do manual, o proprietário que tenta fazer só, muitas vezes erra", salienta. Segundo ele, muitos proprietários adquirem uma motocicleta especial, mas acabam sendo mal orientados

ou até mesmo não entendendo os manuais de suas motos. "Hoje o que mais se vê no mercado brasileiro são pilotos que adquirem uma motocicleta especial, e antes mesmo de fazer uma regulagem nos cliques da suspensão querem prepará-las. Não façam isso!", orienta.


Dicas de Manutenção

- Desempenho: melhora diretamente a tração, o controle e o conforto da motocicleta;

- Desgaste: suspensão se deteriora com o atrito e o calor e se contamina com os resíduos metálicos, acelerando o desgaste;

- Ajustes: são feitos para compressão e retorno na dianteira e traseira;

- Preparação: deve ser feita por mecânicos em oficinas especializadas

JOTA POMPÍLIO
REPÓRTER