Peugeot RCZ: um leão que rouba a cena
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Legenda:
Foto:
Baixinho, charmoso, requintado e pronto pra correr. Para quem ama carro, esse quarteto é a fórmula ideal de um cupê. E se o design nos deixa de boca aberta, melhor ainda
Assim é o RCZ. Um carrão, típico dos filmes do agente secreto mais famoso do mundo, o 007. E o preço também: chega ao País custando R$ 139,9 mil.
Impressões
Fabricado na Áustria, o Suplemento dirigiu o novo modelo pelos 2,5 km na pista de corrida da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). O motor 1.6 turbo, de 165 cv, mostrou braveza. Nos leva de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos.
No fim da curta da reta, os 150 km/h eram reduzidos, de repente, pelos ótimos freios, enquanto o cupê, baixo e ágil, entrava sem problemas pela primeira curva fechada.
A posição de dirigir, os bancos em concha e o bom conjunto direção/suspensão tornam a dirigibilidade uma "brincadeira de criança".
Igual ao conceito apresentado em 2007, o RCZ tem o clássico visual da marca, mas inova, como o teto, que tem uma curva no meio que se estende até o vidro traseiro.
Por dentro, o acabamento também impressiona, com muito couro, peças cromadas e ótimos encaixes. Os bancos têm ajustes elétricos e oferecem bom suporte lateral.
Com tempo para mais algumas voltas, no entanto, é possível notar que nem tudo são flores no Peugeot RCZ. O câmbio automático sequencial de seis velocidades não oferece opção de trocas por "borboletas" no volante. E, mesmo em modo manual, os computadores do carro acabam fazendo a mudança de marcha quando acham que o motorista "se esqueceu" da tarefa, o que não é exatamente bom em uma saída de curva, por exemplo. A suspensão é bem dura, e certamente vai maltratar o proprietário na cidade.
Confira vídeo com o lançamento do RCZ da Peugeot
Claro que, sendo um cupê pequeno, o Peugeot RCZ não é espaçoso. O carro é claramente feito para transportar duas pessoas. Nos bancos traseiros é bom salientar que cabem só crianças - e ainda assim com uma boa dose de aperto. A boa surpresa está no porta-malas, que tem 321 litros de capacidade (639 litros com os bancos rebatidos).
Entre os itens de série do modelo da marca francesa , o carro da Peugeot traz controle de tração inteligente (ASR) integrado ao ESP, freios ABS, quatro airbags, Hill Assist (ajuda para partida em aclives), faróis bixenon direcionais, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, ar-condicionado digital Bi-Zone, para-brisa acústico e sistema de som Hi-Fi JBLTM.
Pelo caminho
No segmento dos cupês, a competição é pouca, mas é "briga de cachorro grande". Entre os rivais, estão Audi TT (que custa quase R$ 60 mil a mais) e Mini Coupé, cuja versão turbo (S) parte de R$ 149.950.
O RCZ utiliza o mesmo motor encontrado no Mini, desenvolvido em parceria com a germânica BMW. O bloco 1.6 a gasolina de quatro cilindros com turbo gera 165 cv no modelo francês, contra 184 cv no concorrente inglês/alemão. Segundo a montadora, a diferença é proposital e busca atender às demandas do mercado.
A expectativa é de vender 200 unidades do cupê até o fim do ano no Brasil.O repórter viajou a Indaiatuba (SP) a convite da Peugeot
JOTA POMPÍLIO*
REPÓRTER
Assim é o RCZ. Um carrão, típico dos filmes do agente secreto mais famoso do mundo, o 007. E o preço também: chega ao País custando R$ 139,9 mil.
Impressões
Fabricado na Áustria, o Suplemento dirigiu o novo modelo pelos 2,5 km na pista de corrida da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). O motor 1.6 turbo, de 165 cv, mostrou braveza. Nos leva de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos.
No fim da curta da reta, os 150 km/h eram reduzidos, de repente, pelos ótimos freios, enquanto o cupê, baixo e ágil, entrava sem problemas pela primeira curva fechada.
A posição de dirigir, os bancos em concha e o bom conjunto direção/suspensão tornam a dirigibilidade uma "brincadeira de criança".
Igual ao conceito apresentado em 2007, o RCZ tem o clássico visual da marca, mas inova, como o teto, que tem uma curva no meio que se estende até o vidro traseiro.
Por dentro, o acabamento também impressiona, com muito couro, peças cromadas e ótimos encaixes. Os bancos têm ajustes elétricos e oferecem bom suporte lateral.
Com tempo para mais algumas voltas, no entanto, é possível notar que nem tudo são flores no Peugeot RCZ. O câmbio automático sequencial de seis velocidades não oferece opção de trocas por "borboletas" no volante. E, mesmo em modo manual, os computadores do carro acabam fazendo a mudança de marcha quando acham que o motorista "se esqueceu" da tarefa, o que não é exatamente bom em uma saída de curva, por exemplo. A suspensão é bem dura, e certamente vai maltratar o proprietário na cidade.
Confira vídeo com o lançamento do RCZ da Peugeot
Claro que, sendo um cupê pequeno, o Peugeot RCZ não é espaçoso. O carro é claramente feito para transportar duas pessoas. Nos bancos traseiros é bom salientar que cabem só crianças - e ainda assim com uma boa dose de aperto. A boa surpresa está no porta-malas, que tem 321 litros de capacidade (639 litros com os bancos rebatidos).
Entre os itens de série do modelo da marca francesa , o carro da Peugeot traz controle de tração inteligente (ASR) integrado ao ESP, freios ABS, quatro airbags, Hill Assist (ajuda para partida em aclives), faróis bixenon direcionais, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, ar-condicionado digital Bi-Zone, para-brisa acústico e sistema de som Hi-Fi JBLTM.
Pelo caminho
No segmento dos cupês, a competição é pouca, mas é "briga de cachorro grande". Entre os rivais, estão Audi TT (que custa quase R$ 60 mil a mais) e Mini Coupé, cuja versão turbo (S) parte de R$ 149.950.
O RCZ utiliza o mesmo motor encontrado no Mini, desenvolvido em parceria com a germânica BMW. O bloco 1.6 a gasolina de quatro cilindros com turbo gera 165 cv no modelo francês, contra 184 cv no concorrente inglês/alemão. Segundo a montadora, a diferença é proposital e busca atender às demandas do mercado.
A expectativa é de vender 200 unidades do cupê até o fim do ano no Brasil.O repórter viajou a Indaiatuba (SP) a convite da Peugeot
JOTA POMPÍLIO*
REPÓRTER